Cristiano Ronaldo. O vencedor anunciado no seu "melhor ano"

Internacional português venceu pela segunda vez o troféu para melhor jogador a atuar na Europa, igualando o argentino Lionel Messi. Campeão europeu por Portugal e pelo Real Madrid, CR7 diz estar a viver o seu sonho

Num ano em que juntou o inédito título de campeão europeu de seleções, com a camisola de Portugal, ao de campeão europeu de clubes pelo Real Madrid - e foi, ainda, o melhor marcador da Liga dos Campeões -, o nome anunciado ontem como melhor jogador da época pela UEFA não apanhou ninguém de surpresa. Só podia ser mesmo... Cristiano Ronaldo, pois claro.

Pouco depois de ver as bolas do sorteio da Liga dos Campeões ditar um regresso a Alvalade esta temporada, juntando Real Madrid e Sporting no grupo F (ver páginas 42 e 43), o internacional português ouviu o espanhol Angel Maria Villar (presidente interino da UEFA) confirmá--lo como o vencedor do prémio desta temporada, igualando o arquirrival argentino Lionel Messi como os dois únicos jogadores que já conseguiram repetir a conquista deste troféu, atribuído pela primeira vez pela UEFA em 2011.

Um dejá-vu que se repete a cada ano desde 2008, nos grandes troféus individuais do futebol mundial, com Messi e Ronaldo a dividirem entre eles, insaciáveis, quase todas as fatias dos bolos. O argentino ganhou em 2010/11 a primeira edição deste prémio da UEFA para o melhor jogador a atuar na Europa durante uma temporada (ao contrário do prémio da FIFA, que é atribuído ao melhor do mundo num ano civil) e repetiu na época de 2014/15. Cristiano Ronaldo, o único jogador que esteve sempre entre os três primeiros desde a criação deste troféu, tinha ganho pela primeira vez em 2013/14, numa temporada em que se sagrara também campeão europeu de clubes com o Real Madrid. Ribèry (2012/13) e Iniesta (2011/12) ganharam as outras edições.

"Claro que me sinto feliz, foi uma época inacreditável", reagiu Ronaldo, já com o troféu nas mãos, à interpelação de Anne-Laure Bonnet, jornalista francesa do canal beIN Sports, que conduziu a cerimónia no Mónaco em conjunto com o português Pedro Pinto, uma cara já habitual destes eventos. O jogador do Real Madrid e da seleção portuguesa aproveitou ainda para se dirigir ao francês Antoine Griezmann, jogador do At. Madrid, para pedir "desculpa" pelas duas finais que lhe ganhou: a da Champions, em Milão, e a do Euro, em Paris, que deu o primeiro grande título de seleções seniores a Portugal. "Seria injusto não mencionar estes dois jogadores. Eles mereciam, tiveram um ano fantástico. São dois jogadores incríveis", acrescentou sobre os outros candidatos finais ao prémio, Griezmann e o galês Gareth Bale, colega de Cristiano no Real, que completaram um pódio dominado por futebolistas de equipas de Madrid.

Numa votação realizada por 55 jornalistas dos vários países membros da UEFA, a vitória do jogador português não teve contestação: teve 40 votos, contra oito de Griezmann e sete de Bale.

Cristiano Ronaldo voltou a referir que esta foi "a melhor temporada" da sua carreira. "Vencer a Champions, ganhar o Euro 2016 pelo meu país, o título mais importante da minha carreira... Tive um ano extraordinário, tanto a nível individual como coletivo", frisou. E ninguém pode negar essa evidência. Aos 31 anos, Ronaldo combinou os triunfos coletivos com as performances individuais. Ultrapassou os 50 golos (51) pela sexta temporada consecutiva, foi o máximo goleador da Liga dos Campeões, com 16 golos em 13 partidas, e, no Europeu, igualou Michel Platini como o melhor marcador da história da prova, ao chegar aos nove golos (embora repartidos por quatro edições, ao contrário do francês).

"Estou a viver o meu sonho e a mostrar que os sonhos tornam-se realidade", disse o capitão da seleção portuguesa, para concluir de forma feliz uma tarde que acrescentou mais um prémio a um dos melhores palmarés da história do futebol - para juntar a três Bolas de Ouro, quatro Botas de Ouro, três Pichichi de melhor marcador da liga espanhola, etc., etc. ( ver perfil).

Com este prémio, Ronaldo, que segundo o jornal Marca vai ficar hoje de fora da convocatória de Fernando Santos para os jogos da seleção contra Gibraltar (particular) e Suíça (arranque da qualificação para o Mundial), a 1 e 6 de setembro, fica também bem lançado para ganhar a sua quarta Bola de Ouro, o prémio que a FIFA atribui anualmente, em janeiro, ao melhor jogador do mundo.

Messi ganha a Ricardinho

Entre os outros prémios anunciados ontem pela UEFA houve espaço para uma vitória do argentino Messi sobre um português. No caso, tratou-se do prémio de melhor golo da época, atribuído ao jogador do Barcelona por um golo marcado à Roma na Champions. Em segundo lugar ficou Ricardinho, a estrela portuguesa do futsal. O veterano guarda-redes húngaro Kiràly (melhor defesa) e a norueguesa Ada Hegerberg (melhor jogadora feminina) foram os outros vencedores.

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