CR7 prolonga reinado com a maior vantagem de sempre sobre Messi

Avançado do Real Madrid e da seleção nacional conquistou a quarta Bola de Ouro da carreira, oito anos depois da primeira e, desta vez, com mais do dobro dos pontos do que o rival argentino. É o corolário de um 2016 dourado

À quarta, chegou a vitória mais inequívoca, após o seu "melhor ano da carreira, a nível coletivo e individual". Cristiano Ronaldo conquistou pela quarta vez a Bola de Ouro - entregue pela revista France Football ao melhor jogador do ano -, estabeleceu o mais longo reinado no topo do futebol mundial (oito anos entre a primeira e a mais recente distinção) e alcançou o seu mais categórico triunfo no frente-a-frente com Lionel Messi: com uma votação próxima da maioria absoluta (47,85%), somou mais do dobro dos pontos do argentino.

O anúncio do vencedor do prémio Ballon d"Or de 2016 - que volta a ser atribuído apenas pela revista francesa, após o desfazer da parceria com a FIFA - chegou ao final da tarde de ontem e sem surpresas. Como era esperado, o capitão da seleção nacional foi o mais votado de uma lista de 30 nomeados, que incluía os compatriotas Pepe (9.º e melhor defesa, com oito pontos) e Rui Patrício (12.º, com seis). Ronaldo recebeu 745 pontos de um painel de jornalistas de toda a Europa, superando Lionel Messi (316), Antoine Griezmann (198), Luis Suárez (91), Neymar (68) e Gareth Bale (60), entre outros.

O argentino do Barcelona e o francês do Atlético de Madrid são os outros finalistas do prémio FIFA, ao qual o avançado do Real Madrid também é um forte candidato - o vencedor será anunciado a 9 de janeiro, em Zurique (Suíça). No entanto, o resultado da votação promovida pela France Football é um indicador claro do favoritismo de Cristiano Ronaldo, que, com um 2016 de alto nível, conseguiu a sua mais retumbante vitória na eleição de melhor futebolista do ano. Após os triunfos de 2008 (30,97% dos votos), 2013 (27.99%) e 2014 (37,66%), desta vez, o madeirense somou 47,85% dos pontos, com uma vantagem nunca vista nestes nove anos de sucessivos duelos com Lionel Messi (que colecionou 20,29%).

Na verdade, nas últimas dez edições deste galardão (com os prémios FIFA e France Football unificados entre 2010 e 2015) Ronaldo e Messi estiveram sempre entre os melhores jogadores do planeta - o português só falhou o top3 em 2010 (6.º). A edição de 2007 foi ganha por Kaká. Mas, a partir de 2008, CR7 escreveu o mais longo reinado da história, já que entre os vencedores múltiplos da Bola de Ouro - como Messi, Cruyff, Platini ou van Basten - ninguém soma soma uma tão grande distância de tempo entre a primeira e a última conquista.

"Orgulho" pela quarta já de olho na quinta

Para Cristiano Ronaldo, de 31 anos, esta conquista soube como se fosse a primeira, ganha em 2008, após levar o Manchester United à conquista da Liga dos Campeões e da Premier League. "É uma grande honra receber a minha quarta Bola de Ouro. A emoção é como se fosse primeira, um sonho tornado realidade. Nunca pensei ganhar por quatro vezes a Bola de Ouro. Sinto-me muito orgulhoso, muito feliz", declarou, após receber o galardão, das mãos do diretor da France Football, na sala de troféus no Real Madrid.

O prémio é o corolário de um 2016 verdadeiramente dourado para o avançado natural da Madeira. Este ano, CR7 foi a grande figura da conquista do Campeonato da Europa, por Portugal, e de mais uma Liga dos Campeões pelo Real Madrid: marcou 51 golos em 55 jogos com ambas as camisolas e deu continuidade à tradição de o melhor marcador da Champions receber a Bola de Ouro (acontece assim desde 2007...).

Ronaldo admitiu que viveu, "possivelmente, o melhor ano da carreira a nível individual e coletivo" mas sublinhou a importância do Euro 2016. "O Real Madrid está acostumado a ganhar a Liga dos Campeões: já ganhou onze. Para Portugal foi a primeira vez, daí valorizar mais. Sem desrespeitar a Champions, ganhar o Euro esteve um passo acima, porque foi por Portugal", explicou, distribuindo o mérito pelos colegas de ambas as casas - "ponho sempre em primeiro lugar a equipa porque se não ganhasse com eles não ganhava este troféu".

Certo é que Ronaldo já só está uma Bola de Ouro das cinco ganhas por Messi. E Portugal, após os triunfos de Eusébio (1965) e Luís Figo (2000), fica a um título dos sete de Alemanha e Holanda. CR7 garante que vai lutar pelo troféu que falta, "mesmo sabendo que é muito, muito difícil". "Vou trabalhar duro, como sempre". Palavra do melhor futebolista do mundo em 2016.

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