Conseguirá a menina dos donuts mais uma medalha olímpica para Portugal?

Patrícia Mamona quer pódio no triplo salto (final é neste domingo às 12.15, na RTP2).

Vinte anos depois de entrar para o atletismo, Patrícia Mamona vai tentar hoje conquistar a medalha Olímpica que lhe falta no currículo já com dois títulos europeus (2016 e 2021) - a final do triplo salto está marcada para as 12.15 de Lisboa.

Portugal tem apenas uma medalha, do judoca Jorge Fonseca, mas Mamona garante que está na melhor forma de sempre aos 32 anos e a valer muito mais do que os 14.66 metros que saltou há duas semanas e que é a sua melhor marca de sempre e recorde nacional.

E olhando para a qualificação (apurou-se com apenas um salto a 14.40 metros) é normal que olhe para o pódio na sua terceira participação Olímpica (6.ª no Rio 2016 e 13.ª em Londres 2012). A atleta do Sporting só foi claramente superada pela campeã mundial, a venezuelana Yulimar Rojas, com um salto de 14,77 metros, pela espanhola Ana Peleteiro (14,62) e por Thea Lafond, de Dominica (14,60).

Filha de angolanos, Patrícia nasceu em Lisboa e foi no Cacém, onde viveu na juventude, que tudo teve início. Começou a interessar-se pelo atletismo por culpa dos... donuts, o prémio de participação nas provas do desporto escolar. Foi no final de uma competição de corta-mato que um professor de Educação Física, José Uva (ainda hoje é o seu treinador), a fez despertar para o atletismo. Mas os pais não gostaram muito da ideia e foi preciso o professor/treinador convencê-los de que a filha tinha futuro. E não se enganou.

Neste domingo, entretanto, caiu o recorde da Europa que era de Obikwelu nos 100 metros. Lamont Marcell Jacobs bateu o recorde europeu dos 100 metros, ao correr a distância em 9,84 segundos. O italiano superou assim os 9, 86 segundos de Francis Obikwelu em Atenas 2004. Marca permitiu a Marcell Jacobs apurar-se para a final, tal como o chinês Bingtian Su, que com 9,83 estabeleceu um novo recorde asiático. Já Trayvon Bromell, o grande candidato ao ouro, falhou o apuramento ao correr os 100m em 10,00.

Auriol Dongmo termina em quarto lugar no lançamento do peso

A atleta portuguesa Auriol Dongmo ficou nesta madrugada muito perto de conquistar uma medalha no concurso de lançamento do peso dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao terminar em quarto lugar na final da prova, ao lançar 19,57 metros.

A detentora dos recordes nacionais de Portugal (19,75 metros) e dos Camarões (18,37), lançou 19,29, 18,95 e 19,17, assegurando um lugar entre as oito finalistas, fase em que obteve 19,57, 19,45 e 19,45, ficando a apenas cinco centímetros da terceira classificada, a neozelandesa Valerie Adams (19,62), campeã em Pequim2008 e Londres2012 e prata no Rio2016.

À frente da atleta natural dos Camarões, que se naturalizou portuguesa em 2019, além de Adams, ficou apenas a chinesa Lijiao Gong, campeã do mundo em 2017 e 2019, e nova campeã olímpica, com 20,58 metros, e a norte-americana Raven Saunders, medalha de prata, com 19,79.

Auriol Dongmo, campeã da Europa em pista coberta em 2021, chegou ao concurso olímpico com o quinto registo do ano, com o recorde nacional de 19,75 metros, alcançado em Huelva, em Espanha, em 03 de junho.

No Rio2016, a lançadora foi 12.ª classificada, então ao serviço dos Camarões.

isaura.almeida@dn.pt

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