Com ou sem ondas, há quem esteja sempre a trabalhar em Peniche

Enquanto o Moche Rip Curl Pro Portugal está em banho-maria, o DN traz-lhe uma visita guiada pelos bastidores da competição.

A estrutura do campeonato montada na praia de Supertubos estava na manhã de ontem visivelmente ressacada. A noite de tempestade foi dura e, pela segunda vez este ano, o mau tempo fez estragos. De dois andares, o palanque branco alcatifado com relva artificial e por onde surfistas, juízes, jornalistas, funcionários da World Surf League (WSL), staff do evento, convidados e seguranças circulam, demora um mês a ser montado. "São cerca de 400 pessoas a trabalhar aqui, 70% são portuguesas", explica Francisco Spínola que, desde 2009, organiza esta prova. "Trabalhamos com a Câmara Municipal de Peniche, que faz a ligação com o centro de emprego, e há muita gente do concelho que é contratada para este evento. Tentamos, obviamente, não só pela economia local, mas também por questões de custos, ter pessoas que são daqui", revela sem rodeios.

Francisco explica ao DN que uma etapa do circuito mundial "custa normalmente cerca de três milhões de dólares [ndr. 2,7 milhões de euros ao câmbio atual]". No entanto, em Portugal e porque têm "muitos apoios e parcerias" conseguem sempre "baixar um pouco esse valor". "Neste momento estamos a falar em cerca de 1,35 milhões de euros em despesas locais, e que portanto pagam impostos cá, e outros 720 mil euros em despesas internacionais e suportadas pela WSL."

Magrinho, Bernardo Picciochi Diniz nem parece que é dono de uma empresa de catering. Dependendo se é fim-de-semana ou não e se está a haver prova, o empresário de 43 anos alimenta diariamente um total de cabeças que varia entre as 500 e as 600. Todos comem o que "Picci" determina, sendo que praticamente tudo o que serve, "desde os vinhos aos peixes, passando pelos legumes apanhados no próprio dia, é comprado a produtores locais".

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