Clube Nacional de Imprensa Desportiva repudia ataque a jornalistas

O Clube Nacional de Imprensa Desportiva emitiu um comunicado sobre a divulgação de alegados emails privados que atingem um conjunto de jornalistas

O CNID, Clube Nacional de Imprensa Desportiva, repudia através de um comunicado o "mais recente ataque em forma aos jornalistas e colaboradores desportivos", nomeadamente "através da divulgação de mails privados que põem em causa a integridade de um conjunto de jornalistas, alguns deles dos mais destacados da nossa classe".

O grupo vem assim defender "o bom nome desses profissionais, vilmente expostos na praça pública", numa referência a um e-mail que circula nas redes sociais com uma alegada proposta feita a Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, para o lançamento de um blogue que contaria com a colaboração de jornalistas, que seriam pagos em dinheiro. No referido texto são implicados jornalistas de vários órgãos nacionais, "alguns deles dos mais destacados da nossa classe", refere o CNID.

Eis o comunicado do CNID:

"O CNID Associação dos Jornalistas de Desporto, não pode deixar de manifestar o seu repúdio pelo mais recente ataque em forma aos jornalistas e colaboradores desportivos, no caso através da divulgação de mails privados que põem em causa a integridade de um conjunto de jornalistas, alguns deles dos mais destacados da nossa classe.

O CNID Associação dos Jornalistas de Desporto, também tem a obrigação, diz o artigo 3º dos seus Estatutos, de defender o bom nome desses profissionais, vilmente expostos na praça pública. Esperemos que as autoridades possam estabelecer inequivocamente a falsidade desse mail, porque se o seu conteúdo tivesse chegado a uma só pessoa que fosse já seria grave, quanto mais vindo a público e a ser conhecido de forma generalizada, pondo em causa aquilo que de mais sagrado tem um jornalista: a sua honra e a sua credibilidade.

De resto, a classe tem sido muito atacada, confundindo-se até comentadores com jornalistas profissionais quando estes têm que observar um código deontológico e estão obrigados a um regime de incompatibilidades imposto por lei da República.

Este caso obriga os jornalistas desportivos sobretudo a terem atenção redobrada aos seus deveres profissionais e aos princípios do bom jornalismo.

Recorde-se aqui o que prescreveu o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas numa decisão recente:
"O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios suscetíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse." Este princípio, que vincula deontologicamente os jornalistas, deve ser tido em conta por cada jornalista, caso a caso, no seu trabalho quotidiano. Ele abrange todas as situações que possam pôr em causa "o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional". Mais, o Conselho Deontológico defende que esta questão não se coloca apenas em relação a relações de proximidade pessoal ou familiar com as fontes, os agentes e os implicados nas notícias e outras peças jornalísticas, mas também em situações em que o jornalista sinta que a sua isenção possa ser posta em causa por terceiros, por motivos de proximidade. Mas o Conselho Deontológico defende também que esta análise de condições de isenção e independência face a um trabalho jornalístico tem de ser avaliado, caso a caso, pelos jornalistas e resolvido de acordo com a sua consciência deontológica para não incorrer em falhas de teor deontológico."

Pela Direção do CNID - Associação dos Jornalistas de Desporto

Manuel Queiroz
Presidente

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