Cinco supercampeões, dois futuros supercampeões e uma revelação

Haverá 339 medalhas de ouro em disputa nas 33 modalidades do programa. E com um grande grau de incerteza quanto ao vencedor.

Simon Biles (EUA) -Ginástica

Sem Phelps e Bolt, Simone Biles é a maior estrela de Tóquio 2020, depois dos cinco ouros e um bronze no Rio 2016. Foi uma das ginastas que denunciou abusos do antigo médico da ginástica dos EUA e com isso deu ainda mais relevo ao seu sucesso. O objetivo de Biles é igualar os nove ouros de Larisa Latynina. E quem sabe não inventa mais um movimento a quem dar o nome.

Armand Duplantis (SUÉCIA) - Atletismo Salto com vara

O menino de ouro do atletismo sueco bateu o recorde no mundo do salto com vara em 2020 ao saltar 6,17m. Uma semana depois fez 6,18m. Um centímetro bastou para bater o recorde de Serguei Bubka de 1994 e fixar a marca de pista coberta nos 6,15m. O campeão Thiago Braz e Renaud Lavillenie são os rivais em Tóquio.

Teddy Riner (FRANÇA) -Judo

Considerado o maior judoca da história, o francês tenta aos 32 anos igualar o japonês Tadahiro Nomura com três ouros, depois de Londres 2012 e Ruo 2016. Teddy Riner esteve quase dez anos imbatível, mas no ano passado perdeu para Kokoro Kageura. Com 130Kg compete na categoria +100Kg e ninguém duvida que pode fazer história no judo.

Caeleb Dressel ( EUA)- Natação

Sem Michael Phelps (o mais medalhado de sempre e com um recorde de oito medalhas numa só edição de Jogos Olímpicos), Caeleb ganha outra importância nas piscinas. Vem de dois ouros no Rio 2016 e pode somar mais uns quantos. Em Tóquio vai competir no 50m e 100m livres e nos 100m mariposa.

Erriyon Knighton ( EUA) - Atletismo 200m

Com apenas 17 anos quebrou duas marcas do jamaicano Usain Bolt no espaço de um mês, apurando-se para os JO nos 200m. Em Tóquio será o mais jovem atleta da equipa olímpica americana de atletismo desde 1964. Impressionante, tendo em conta que só começou a correr em 2019 e é profissional apenas desde fevereiro.

FRASER-PRYCE (JAMAICA) - Atletismo 100m

A exuberância do aspeto físico de Shelly-Ann Fraser-Pryce é só um pormenor comparado com o currículo na velocidade. Só nos JO tem dois ouros, três pratas e um bronze. É a única (a par de Bolt) a subir ao pódio dos 100m em três Olimpíadas seguidas. E nem os 34 anos o foguete jamaicano parece esmorecer a capacidade nas pistas.

Allyson Felix (EUA) -Atletismo 200m

Aos 35 anos é dona de seis ouros e três pratas olímpicos nos 200, nos 400m, nos 4x100m e nos 4x400m. Foi mãe em 2018 e denunciou o contrato com a Nike que lhe cortava verbas por ter engravidado, obrigando as marcas desportivas a abolir essa premissa. Como será no adeus aos Jogos Olímpicos?

Eliud Kipchoge (QUÉNIA) -Atletismo maratona

A história recente da maratona garante um campeão africano e Eliud Kipchoge é o principal candidato ao ouro, afinal venceu cinco das últimas seis. É um maratonista de elite e aos 34 anos quer ser o primeiro bicampeão olímpico do Quénia, feito só conseguido por Abebe Bikila e Waldemar Cierpinski.

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