Campeão nacional vitorioso com foco na elite mundial

Pedro Henrique mostra-se em bom plano na 3.ª etapa. Ondas não ajudaram, mas os atletas contornaram as dificuldades

O Allianz Figueira Pro, realizado na praia do Cabedelo, Figueira da Foz, foi uma prova marcada por regressos. Não só o campeonato nacional de surf regressa à cidade cinco anos depois, como o atual campeão nacional, Pedro Henrique, voltou às vitórias e faz o seu primeiro grande resultado da atual Liga MEO Surf, a terceira etapa.

Num dia que não começou bem, pois após a chamada das nove da manhã apenas se realizaram duas baterias, as ondas também não ajudaram, depois de dois dias em que fizeram as delícias de surfistas e espectadores.

Novo call para as dez da manhã. Ondas? Nada. Regresso previsto para as 13.00 e o mar voltava a negar-se. Mais uma alteração na chamada, para as 13.30, mas ainda não era desta. Apenas às 14.15 o mar deixou que os atletas se passeassem pelas (pequenas e poucas) ondas da Figueira da Foz.

Os atrasos, no entanto, ajudaram o público, que foi crescendo com o aproximar e passar da hora de almoço, estendendo-se pelo pontão. "Neste mar o Pedro Henrique é imbatível", ouvia-se entre quem esperava pelo último dia de prova.

E assim foi. Com o melhor surfista português de sempre, Tiago Pires, a ser eliminado logo no regresso do surf ao mar, por Miguel Blanco, o luso-brasileiro Pedro Henrique, de 35 anos, e atual campeão nacional, ficou o principal candidato à vitória.

Após a grande vitória sobre Tiago Pires, Miguel Blanco encadeou bom surf e chegou mesmo à final, onde só não conseguiu ser melhor que Pedro Henrique, que teve de se esforçar para ultrapassar Eduardo Fernandes nas meias-finais. Já Blanco, antes de chegar à final, mediu forças com Guilherme Fonseca.

Sem nunca se terem defrontado numa ronda man on man, Pedro Henrique e Miguel Blanco lá foram para a água perante uma audiência muito bem composta. Blanco começou melhor, mas a experiência de Henrique em mares com ondas mais pequenas fez toda a diferença. Uma onda com a nota 9 acabou por deixar a pressão do lado de Blanco, que não conseguiu responder.

Como resultado, o campeão nacional, foi trazido do mar em ombros pelos semifinalistas que ficaram pelo caminho, visivelmente feliz. "Estou muito contente. A final foi a parte mais difícil da competição, com ondas difíceis e rápidas e poucas oportunidades. A meio do heat encontrei uma com mais potencial e isso fez toda a diferença", afirmou.

Acrescentou ainda que estava "contente" por regressar as vitórias, a última tinha sido no Porto, na época que passou, mas que estava "realmente focado em surfar". "Era um sítio onde nunca tinha estado, mas surfei bem, a prancha era boa, esteve tudo certo", acrescentou.

Sobre uma possível revalidação do título, estava em sexto na geral e sobe agora, numa tabela que ainda é liderada por Tiago Pires, Pedro Henrique afirmou que "não é o objetivo principal". "O objetivo passa pelo WQS (circuito de qualificação para a elite mundial), mas o título nacional é muito importante. O objetivo é sempre a vitória, mas e óbvio que não é fácil. Vou dar o meu melhor. Sei que é muito difícil, que os atletas são muito bons, mas quem sabe, passo a passo, se este ano não sai mais um título", admitiu, no entanto, entre risos.

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