Boxing Day coroou Kane num mau dia para Mourinho

Avançado do Tottenham bate recorde da Liga inglesa e supera Messi nos golos em 2017. Man. United empata em Old Trafford

Harry Kane, avançado do Tottenham, bateu ontem um recorde na Liga inglesa: tornou-se o jogador com mais golos marcados em 2017 e acabou ainda com sete anos de "ditadura" de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que desde 2010 foram alternando como os maiores goleadores num ano civil.

Kane, de 24 anos, apontou três golos no jogo que abriu a jornada do Boxing Day na Premier League inglesa, na goleada do Tottenham por 5-2 na receção ao Southampton. Este hat trick permitiu-lhe chegar aos 56 golos em 2017, deixando para trás uma concorrência de luxo: Lionel Messi (54), Cristiano Ronaldo, Robert Lewandowski e Edinson Cavani (53).

Mas há mais. A nível interno, o avançado por quem os maiores colossos do futebol europeu suspiram também fez história, ao sagrar-se o melhor marcador de sempre de um ano civil do campeonato inglês, com um total de 39 golos na Premier League, batendo a marca que pertencia a Alan Shearer desde 1995, que nesse ano fez 36 golos ao serviço do Blackburn Rovers.

Harry Kane, que está desde os 11 anos no Tottenham e que sempre mostrou uma grande pontaria para visar as balizas adversárias - ao serviço dos sub-18 dos spurs apontou 18 golos em 22 jogos -, conseguiu ainda ontem a proeza de pôr um ponto final num domínio que Ronaldo e Messi vinham disputando entre si há sete anos. Messi foi o melhor marcador no final de um ano civil em 2010 (60 golos), 2012 (90) e 2016 (59); Ronaldo terminou com mais golos em 2011 (60), 2013 (69), 2014 (61) e 2015 (57).

"Estou muito orgulhoso por ter conseguido este recorde. Foi um ano fantástico e poder ser comparado a jogadores como Messi e Ronaldo, que dominaram o futebol nos últimos anos, é um motivo de grande satisfação, porque eles são os melhores futebolistas do mundo. Terei de arranjar um quarto para guardar tantas bolas", referiu Kane no final do jogo

Lingard salva Mourinho

Se Kane foi, pela positiva, o herói do Boxing Day, a 20.ª jornada da Liga inglesa ficou também marcada pelo empate caseiro consentido pelo Manchester United de José Mourinho, na receção ao Burnley (2-2). A equipa forasteira deu contornos de escândalo ao marcador, ao ir para o intervalo com uma vantagem de dois golos - Ashley Barnes aos 3" e outro do ex-portista Steven Defour, de livre, aos 36" - diante de onze de Mourinho em que constavam os nomes de Lukaku, Ibrahimovic e Rashford.

Na segunda parte, Lingard entrou e reduziu para 1-2 aos 53". Já no período de descontos, vestiu a pele de herói ao fazer o empate e evitar aquela que seria a quarta derrota do Manchester United no presente campeonato. Este ponto conquistado pelos red devils evitou que a equipa fosse apanhada no segundo lugar pelo Chelsea, que ontem recebeu e venceu o Brighton, por 2-0. Mesmo assim, caso o City vença hoje o Newcastle, fica com 15 pontos de vantagem.

"[Os 323 milhões de euros investidos em reforços] não chegam para competir com o Manchester City. Eles compram laterais ao preço de avançados, por isso quando quiserem falar de "grandes clubes" têm de referir-se à história desses clubes e não ao seu dinheiro", atirou José Mourinho no final da partida, lamentando as oportunidades desperdiçadas.

Ainda na Liga inglesa, destaque para o triunfo (2-1) do Watford de Marco Silva sobre o campeão Leicester, que pôs um ponto final a quatro derrotas consecutivas do clube orientado pelo técnico português, valendo um golo de Wague (45") e um autogolo do guarda-redes Kasper Schmeichel.

Uma nota ainda para o Wolverhampton, clube da II Liga inglesa treinado por Nuno Espírito Santo, que empatou a dois golos na deslocação ao campo do Millwall (Diogo Jota marcou um dos golos) mas continua na liderança do Championship.

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