Raúl Jiménez saltou do banco para prolongar o voo triunfal das águias

Mexicano marcou um minuto depois de entrar em campo, desbloqueando o jogo diante de um inofensivo Feirense (que acabou reduzido a nove). Rafa, servido por Jiménez, fez o 0-2. E o Benfica somou o 15.º jogo consecutivo sem perder

Foi o desfecho previsível, acelerado por um protagonista imprevisível. Um minuto depois de entrar em campo, Raúl Jiménez desbloqueou o jogo (já bastante desequilibrado) entre Feirense e Benfica. Passado um quarto de hora, serviu Rafa Silva para o 0-2. Com dois golos e de forma simples, o emblema da águia triunfou ontem no reduto fogaceiro e prolongou o seu voo triunfal na I Liga: segue invicto há 15 partidas.

Raúl Jiménez e Rafa Silva, ambos regressados à ribalta após meses na sombra, deram mais uma prova de que o Benfica segue vivo na luta pelo título. O emblema encarnado (há muito afastado de competições europeias, Taça de Portugal e Taça da Liga) está imbatível desde 13 de dezembro: a sequência de 15 jogos sem perder é a maior dos últimos quatro anos. E já vai em sete triunfos consecutivos - a segunda melhor série com Rui Vitória ao leme (apenas superada pela de 11, em 2015).

Ora, ontem, o prolongamento do voo triunfal das águias nunca pareceu em dúvida - perante um Feirense quase completamente inofensivo. No entanto, só Raúl Jiménez o materializou, logo após entrar em campo, aos 59", para o lugar de Grimaldo. Um minuto depois, o avançado mexicano desviou para o fundo da baliza de Caio Secco após Luís Rocha falhar a interceção ao cruzamento rasteiro de Jonas. Foi o seu quarto golo nesta edição da I Liga, todos na condição de suplente utilizado: assim fechara os triunfos frente a Sp. Braga (1-3), Rio Ave (5-1) e Boavista (4-0), sempre escassos minutos após subir ao relvado.

Então, já o Feirense jogava com dez, devido à expulsão de Tiago Silva, ao minuto 41, por acumulação de cartões amarelos (acabaria reduzido a nove jogadores...). Mas não foi só por isso que a equipa de Nuno Manta Santos quase nunca ameaçou a baliza de Bruno Varela: encostados às cordas desde o minuto inicial, os fogaceiros não conseguiram sair a jogar nem quando tinham 11 homens em campo.

As estatísticas (26-4 em remates, 9-0 em cantos, 66%-33% em posse de bola) dizem quase tudo sobre a superioridade do emblema encarnado ao longo de toda a partida. O Feirense - que até fez poucas faltas (12 contra 13 do Benfica) - não conseguia estancar o jogo junto ao círculo central e sofria com as sucessivas aproximações à baliza de Caio Secco (com Briseño a servir várias vezes de pronto-socorro).

Embora inconsequente, o domínio absoluto do Benfica na primeira parte (o Feirense só visou a baliza adversária num remate rasteiro de João Silva, aos 28") deixava antever que o golo acabaria por aparecer. Não aconteceu aos 34", quando Rafa Silva rompeu pelo corredor central e rematou ao poste. Mas surgiu mal Rui Vitória decidiu juntar Raúl Jiménez a Jonas, na frente de ataque.

Em desvantagem, o Feirense expôs-se mais. Rafa avisou uma vez (66", remate forte, para defesa aparatosa de Caio); Jiménez ameaçou outra (67", tiro ao poste); e o terceiro alerta (74", Edson Farias, a tirar a dos pés de Rafa)... foi o ensaio do 0-2.

Um minuto depois, o extremo foi novamente lançado em velocidade, a passe de Raúl Jiménez: seguiu desde o meio-campo com a bola, isolou-se diante de Caio Secco, tirou o guarda-redes do caminho e empurrou para a baliza deserta. Acabaram aí as (ténues) dúvidas quanto ao vencedor da partida.

Os últimos minutos ainda trouxeram mais um remate ao poste (de Rafa Silva, aos 84") e uma expulsão (vermelho direto para Briseño, aos 85", após uma entrada dura sobre André Almeida): nada que mudasse a história do voo triunfal que deixou o Benfica na liderança provisória da I Liga... até o FC Porto vencer o Boavista (2-0). Afinal, no fim da 27.ª jornada, o primeiro lugar continua a dois pontos de distância.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG