Golo de Luisão salva Benfica no último suspiro

Filho e neto de símbolos do Benfica, Martim Águas marcou pelo 1.º de Dezembro e quase forçou prolongamento

O Benfica sofreu bem mais do que seria expectável para vencer o 1.º de Dezembro e marcar lugar na quarta eliminatória da Taça de Portugal. Um dia depois do Sporting ter ganho pela margem mínima em Famalicão, as águias sentiram ainda mais dificuldades para derrotarem, por 2-1, uma equipa do terceiro escalão nacional, em jogo disputado em campo emprestado pelo Estoril. E só um cabeceamento providencial do capitão Luisão, mesmo no último lance do jogo (um canto), evitou que a equipa de Rui Vitória tivesse de disputar um prolongamento.

Antes disso, o Benfica, com muitas alterações no onze inicial, desperdiçou toda a primeira parte com um futebol lento, pachorrento, sem vontade nem inspiração, contra um 1.º de Dezembro que, pelo contrário, estudou bem a lição e se aplicou em campo.

Rui Vitória percebeu que a oportunidade dada a alguns jogadores tinha sido desperdiçada e alterou logo ao intervalo, fazendo entrar Gonçalo Guedes para o lugar do "inexistente" Carrillo. A entrega de Guedes melhorou o Benfica e as águia chegaram à vantagem logo aos cinco minutos da segunda parte, pelo brasileiro Danilo, que finalizou bem um lance de insistência que começou num livre de Cervi pela esquerda - o primeiro golo do médio, no primeiro jogo oficial pelo Benfica.

Mas quando se julgava que o mais difícil estava feito para o tricampeão nacional, um descuido defensivo permitiu ao 1.º de Dezembro restabelecer o empate. Ederson derrubou Abdoulaye, que se isolava para o golo, e Martim Águas, filho de Rui e neto de José (duas antigas glórias do Benfica), converteu com classe o penálti: 1-1. Martim que, curiosamente, dias antes de sair o Benfica ao 1.º de Dezembro no sorteio da Taça, fez uma tatuagem na perna com a imagem do avô, José, a levantar a Taça dos Campeões Europeus pelos encarnados.

O empate galvanizou a equipa de Sintra e baralhou o Benfica, que chegou até aos últimos minutos sem dar mostras de conseguir resolver o jogo. Rui Vitória lançou Mitrgolou para o assalto final, as águias ganharam uma série de cantos consecutivos e, mesmo no último, apareceu Luisão a salvar a noite encarnada, num castigo demasiado pesado para os homens do 1.º de Dezembro. A equipa que segue atualmente no sétimo lugar da série G do Campeonato de Portugal merecia pelo menos o prolongamento.

Eis os onzes:

1.º Dezembro: João Manuel; Zheng, João Lima, Romario e Oumar (cap.); Pedro Dias e Leo; Gonçalo Maria, Martim Águas e Rui Santos; Abdoulaye

Benfica: Ederson, Nélson Semedo, Luisão, Lisandro, Eliseu, Celis, Danilo, Carrillo, Cervi, Zivkovic e José Gomes.

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