Estafeta portuguesa de 4x100 falha final no "adeus" de Obikwelu

Francis Obikwelu, vice-campeão olímpico em 2004, despediu-se das provas internacionais

A estafeta portuguesa masculina de 4x100 metros não conseguiu o apuramento para a final nos Campeonatos Europeus de atletismo, a decorrer em Amesterdão, no que foi a última prova internacional de Francis Obikwelu.

A marca obtida pelo quarteto luso, 39,51 segundos (quinto na primeira meia-final), não permitiu a repescagem por tempos e também significa que Portugal não melhora o seu 'ranking' olímpico, pelo que falha o Rio2016.

Obikwelu, que fará 38 anos em novembro, prolongou a sua carreira para dar 'uma ajuda' na estafeta, tendo em vista justamente o Rio2016.

Nigeriano de nascimento e naturalizado português em outubro de 2001, Obikwelu tem uma carreira impressionante como velocista, em que se destaca a medalha de prata olímpica, em 2004, o recorde da Europa e os triunfos nos campeonatos da Europa de 2002 e 2006.

Ancuiam Lopes fez o primeiro percurso de Portugal, Obikwelu o segundo, David Lima o terceiro e Carlos Nascimento o final, para um quinto lugar na corrida, atrás de Polónia, Holanda, França (apurados por posição) e Noruega.

No conjunto das duas corridas, Portugal fica em 12.º lugar e 'falha' a final por um pouco mais de três décimas.

A fechar o programa de hoje, em termos de portugueses, Vera Barbosa competiu numa das semifinais de 400 metros barreiras, em que terminou em oitava e última, com 57,92 segundos.

No conjunto das três corridas, Vera Barbosa terminou em 24.º lugar, com o pior tempo das três corridas desta fase da competição.

De manhã, Tsanko Arnaudov qualificou-se para a final do lançamento do peso, ao conseguir 20,42 metros, a sua segunda melhor marca de sempre.

A marca do atleta de origem búlgara, mas a residir em Portugal desde bastante novo, colocou-o em quarto lugar entre os 29 concorrentes e ficou apenas atrás do seu recorde nacional de 21,06, estabelecido em 2015.

Tsanko abriu com 20,06, fez os 20,42 no segundo ensaio e ficou desde logo automaticamente apurado por ter passado os 20,40, enquanto Marco Fortes se limitou a um lançamento válido (o segundo) de 18,64, que o colocou no 23.º lugar.

Foram cinco os atletas que fizeram a marca de apuramento automático (mais de 20,40) e o último dos apurados (12.º) alcançou 19,72.

Na prova feminina de 4x400 metros, Portugal foi sétimo na primeira série, com 3.32,48 minutos, marca que deixou a seleção nacional fora da final, na 13.ª posição entre as 16 equipas presentes.

Apesar de longe da qualificação, a seleção, composta por Rivinilda Mentai, Filipa Martins, Cátia Azevedo e Dorothé Évora, obteve o terceiro tempo nacional de sempre, apenas superado pelos 3.29,38 (recorde nacional) e 3.31,12 conseguidos pela seleção de 1992.

A seleção nacional não contou com Vera Barbosa, que se resguardou para a meia-final dos 400 metros barreiras.

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