As escolhas do DN para onze ideal da fase de grupos

Há dois portugueses entre os eleitos, numa equipa de craques em destaque na Rússia

Na véspera do arranque dos oitavos-de-final da prova, o DN lança um olhar sobre o que ficou para trás e escolhe o onze ideal da primeira fase.

Rui Patrício (PORTUGAL)
3 jogos. 270 minutos. 4 golos sofridos

O guarda-redes da seleção nacional foi um dos principais responsáveis pelo apuramento de Portugal para os oitavos-de-final, com um punhado de intervenções decisivas, ao longo dos três jogos, que ultrapassam a dimensão estatística. Frente a Marrocos, teve uma defesa que foi até comparada pela FIFA à mítica defesa de Gordon Banks a cabeceamento de Pelé no Mundial de 1970.

Kieran Trippier (INGLATERRA)
2 jogos. 160 minutos. 1 assistência

O lateral do Tottenham esteve em destaque nos dois primeiros jogos da Inglaterra (descansou frente à bélgica, no terceiro), ao fazer todo o corredor direito em vaivéns incansáveis e com uma qualidade de cruzamentos que já o levou a ser comparado com David Beckham.

Yerry Mina (CoLômbia)
2 jogos. 180 minutos. 2 golos

O alto (1,95m) central colombiano saltou para o relvado ao segundo jogo, depois de ter começado o Mundial como suplente na derrota frente ao Japão (1-2), para impor a sua elevada estatura nas duas áreas: a Colômbia fechou portas à sua baliza (não mais sofreu golos) e Mina marcou dois golos de cabeça, um em cada uma das vitórias (Polónia e Senegal) que deram aos cafeteros o primeiro lugar do grupo H.

Diego Godín (URUGUAI)
3 jogos. 270 minutos.

Foi o líder do muro uruguaio que atravessou a primeira fase sem qualquer golo sofrido (única seleção a consegui-lo). O experiente central, capitão da seleção uruguaia, jogou os dois primeiros jogos ao lado de Gimenez, seu habitual parceiro também on Atlético de Madrid, e o terceiro ao lado de Sebastian Coates. Aos 32 anos, continua a ser a grande referência no setor defensivo do próximo adversário de Portugal.

Ludwig Augustinsson (SUÉCIA)
3 jogos. 270 minutos. 1 golo

Produto da seleção sub-21 sueca que foi campeã europeia em 2015, à custa de Portugal, o jovem jogador do Werder Bremen tem sido uma das grandes revelações deste Mundial, afirmando-se como um dos melhores laterais emergentes da atualidade. Eleito homem do jogo na vitória sobre o México (3-0) que confirmou a qualificação sueca, tendo marcado o primeiro golo da partida.

Ngolo Kante (FRANÇA)
3 jogos. 270 minutos

O médio defensivo do Chelsea tem sido o pilar do meio-campo francês e isso é reconhecido pelos próprios colegas de seleção, que não se cansam de lhe elogiar a energia inesgotável. Coleciona desarmes e mantém o equilíbrio numa França que mesmo sem deslumbrar se tem mostrado sólida. Muito graças à ação de Kante.

Luka Modric (CROÁCIA)
3 jogos. 245 minutos. 2 golos

O seu golo à Argentina ficará gravado como um dos melhores momentos deste Mundial. Bem como as suas exibições, na condução de uma seleção croata que procura na Rússia o grande resultado que valide o talento desta geração. Luka Modric é o génio da companhia, um 10 requintado que tem pintado de classe a campanha vitoriosa da Croácia.

Philippe Coutinho (BRASIL)
3 jogos. 260 minutos. 2 golos. 1 assistência

Numa seleção do Brasil que entrou em competição na expetativa quanto à forma da sua principal estrela, Neymar, foi Philippe Coutinho a assunmir o protagonismo na fase de grupos. A pensar o jogo, a descobrir os melhores caminhos (como na assistência para Paulinho no jogo com a Sérvia) e até a finalizar - foi ele que abriu o marcador nos dois primeiros jogos, com Suíça e Costa Rica.

Aleksandr Golovin (RÚSSIA)
2 jogos. 180 minutos. 1 golo. 2 assistências

O entusiasmo dos adeptos russos com a seleção da casa alimenta-se sobretudo dos pés desde jovem criativo do CSKA de Moscovo, que viu já a cotação disparar, neste Mundial, após dois jogos de deixar água na boca. O mais novo elemento da seleção da Rússia (22 anos) entrou com duas assistências e um golo na goleada à Arábia Saudita no jogo de abertura e manteve-se a um nível elevado frente ao Egito, antes de descansar contra o Uruguai.

Harry Kane (INGLATERRA)
2 jogos. 153 minutos. 5 golos

É o goleador do torneio até agora, tendo transportado para a Rússia a veia goleadora que lhe vale a alcunha de "Hurricane" (furacão). Fez os dois golos da vitória frente à Tunísia e assinou um hat-trick na goleada ao Panamá. Cinco golos (dois deles de penálti) em apenas 153 minutos, nos dois primeiros jogos, pois o selecionador Gareth Southgate resolveu poupá-lo no duelo com a Bélgica.

Cristiano Ronaldo (PORTUGAL)
3 jogos. 270 minutos. 4 golos

O capitão da seleção nacional chegou à Rússia determinado a fazer deste o seu Mundial e entrou da melhor forma na prova, com o hat-trick que possibilitou o empate de Portugal frente a Espanha - o golo de livre, aos 87 minutos, fica como um dos momentos épicos do torneio. Juntou a esses três mais um golo decisivo, contra Marrocos, ficando em branco apenas no jogo com o Irão, no qual falhou um penálti.

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