Campeã surpreendida pelo México após dar uma parte de avanço

Alemanha irreconhecível nos primeiros 45 minutos e ineficaz no segundo tempo. Portistas Herrera e Layún titulares pela tricolor

A campeã mundial Alemanha foi a vítima da primeira grande surpresa deste Campeonato do Mundo, ao ser derrotada pelo México (0-1) no jogo inaugural do Grupo F.

Os germânicos apenas tinham perdido por uma vez na estreia - em 1982, frente à Argélia - e vinham de sete vitórias consecutivas em arranques de Mundiais - as quatro últimas com goleadas -, mas foram traídos por uma primeira parte irreconhecível e um segundo tempo em que primaram pela falta de eficácia.

A formação de Joachim Löw apresentou no onze seis titulares da final do Mundial 2014, mas faltou à Mannschaft a alma e a frieza de há quatro anos. Inconsequente no ataque e com bastantes dificuldades em recuperar posições durante as transições defensivas, a Alemanha expôs-se ao contra-ataque mexicano e acabou por sofrer, aos 35 minutos, um golo que já se fazia adivinhar: numa das tais jogadas de contragolpe da tricolor Javier Chicharito Hernández serviu Hirving Lozano para o único golo da partida, numa fase em que brilhavam os portistas Héctor Herrera e Miguel Layún.

A detentora do título reagiu e causou perigo, mas apenas através de um lance de bola parada, um livre direto de Kroos que Ochoa desviou para a trave (39"). "Jogámos muito mal na primeira parte. Não conseguimos impor a nossa forma habitual de jogar e de atacar, houve muitos contra-ataques contra nós e estivemos muito vulneráveis", assumiu o selecionador alemão, após o encontro. "Fomos a melhor equipa durante a primeira parte", frisou o homólogo mexicano, Juan Carlos Osorio.

Dobro dos remates de nada valeu

Desde 1974 que a Alemanha não vence um jogo do Mundial em que perdia ao intervalo (4-2 à Suécia), mas Joachim Löw bem se pode queixar da falta de sorte na segunda parte.

Os campeões bem insistiram, tiveram o dobro da posse de bola (67%-33%), dos remates (26-13) e dos remates à baliza (8-4) e dispuseram de muitos mais cantos (8-1), mas a falta de eficácia, o guarda-redes Ochoa e a floresta de pernas mexicanas impediu o golo do empate. O técnico germânico bem tentou dotar a equipa de maior pendor ofensivo, com as entradas de Reus e Gómez para os lugares de Khedira e Plattenhardt, mas estava escrito nas estrelas que a tarde de ontem ia ser do México, que apenas tinha uma vitória no histórico com o adversário de ontem, obtida num particular disputado em 1985.

Recorde para Rafael Márquez

"Mostrámos que temos um futuro brilhante e estou muito satisfeito com o que fizemos. Jogámos com bravura quando foi necessário e também defendemos com todos os nossos corações", realçou Juan Carlos Osorio, que durante a segunda parte promoveu a utilização do benfiquista Raul Jiménez (agora cedido ao Wolverhampton) e do veterano Rafael Márquez, 39 anos, que assim se juntou ao lote de jogadores recordistas em participações em Mundiais: cinco (2002, 2006, 2010, 2014 e 2018), as mesmas do seu compatriota António Carbajal (1950, 1954, 1958, 1962 e 1966) e do alemão Lothar Matthaus (1982, 1986, 1990, 1994 e 1998).

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