A resposta de quem continua a acreditar no penta

Benfica vence na Amoreira com golo de Salvio aos 92 minutos e lidera à condição. Desta vez, o argentino saltou do banco para o lugar de Cervi e manteve águias na corrida pelo título

Depois da derrota do clássico com o FC Porto, que para muitos terá sentenciado o desfecho deste campeonato no que à corrida do título diz respeito, o Benfica mostrou ontem na Amoreira que continua a acreditar no penta. Num terreno onde que não perde desde 1946 e não deixa escapar pontos desde 1993 e frente a um adversário que bateu nos nove confrontos anteriores a contar para a I Liga, as águias entraram em campo a ouvir os seus adeptos a pedir o 37.º título nacional e apenas precisaram de dez minutos para ficarem em vantagem. Numa fase em que as equipas ainda procuravam o melhor encaixe uma na outra, Zivkovic colocou Rafa na cara de Renan, e o extremo português - tantas vezes perdulário... - não tremeu, deixando os encarnados na frente.

Para o Estoril, que tinha ido para o jogo a segurar a lanterna vermelha (após o triunfo do Feirense frente ao V. Guimarães), foi um autêntico soco no estômago. Os homens de Ivo Vieira acusaram o golo, não foram emocionalmente capazes de produzir a dinâmica exibida em duelos anteriores, e à exceção de algumas iniciativas de Allano, pouco assustaram Varela durante a primeira parte.

Por outro lado, a equipa de Rui Vitória ficou cómoda, controlando o jogo com bola e circulando-a sem grandes pressas, pacientemente, à espera do melhor timing para a fazer entrar no último terço. Sentiu algumas dificuldades para penetrar no meio-campo contrário, é verdade, fruto do posicionamento do adiantado bloco dos da casa, mas sempre que o fez provocou sobressaltos junto à área estorilista.

Intervalo fez bem ao Estoril

A noite agradável na Amoreira, sem frio ou chuva, tornou-se ainda mais aprazível com o futebol jogado na segunda parte. O Estoril apresentou-se de cara lavada após o intervalo, com a confiança e a dinâmica que faltaram no primeiro tempo. Aos 49", ainda festejou um golo de Allano, mas o lance foi anulado pelo videoárbitro por fora de jogo.

Apesar de novo revés, os estorilistas continuaram a lutar sem dar sinal de qualquer abalo, ainda que ficassem perto de sofrer o 0-2 quando Zivkovic e Rafa replicaram parte do lance do golo inaugural (58"). Faltou o resto: bater Renan.

O jogo estava bom, partido e intenso, disputado taco a taco, e a revigorada atitude estorilista acabou por ser premiada com a obtenção do golo do empate (63"), apontado pelo central Halliche (que já esteve vinculado aos encarnados), a responder da melhor forma a um livre lateral de Eduardo pelo lado esquerdo e a colocar a bola entre as pernas de Varela.

Entusiasmada pela igualdade, a equipa de Ivo Vieira ainda viu um remate de Lucas Evangelista (após desvio em Fejsa) embater no poste (67"), mas após esse lance procurou, sobretudo, segurar o ponto. Contudo, do outro lado estava uma equipa que nunca perdeu a cabeça com a hipótese de ver o título tornar-se uma miragem. Sempre sereno, o Benfica criou oportunidades, sentiu o apoio dos adeptos e chegou ao segundo golo, por intermédio do suplente utilizado Salvio - desta vez substituiu Cervi -, de cabeça, a dar seguimento a um cruzamento de Grimaldo. As substituições de Vitória, que no clássico com o FC Porto foram alvo de críticas, ontem resultaram em pleno.

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