À procura de um lugar na história, Simone Biles faz entrada imperfeita nos Jogos

Estreia da ginasta Simone Biles nos Jogos Olímpicos não foi um passeio no parque.

A superestrela da ginástica americana Simone Biles, 24 anos, teve um início acidentado na sua luta pelas cinco medalhas de ouro e um lugar na história dos Jogos Olímpicos. Este domingo, primeiro dia da competição de ginástica, ficou marcado eliminação da portuguesa Filipa Martins e a despedida de uma mãe de 46 anos do Uzbesquistão, pondo fim a uma notável carreira em que participou em oito olimpíadas.

Oksana Chusovitina, medalha de ouro na estreia nas Olimpíadas de Barcelona em 1992, ganhou em Tóquio o direito de ocupar seu tempo de maneiras mais tranquilas do que explodir numa pista de 25 metros e dar cambalhotas para trás competindo com atletas mais novos do que o próprio filho.

Entre esses rivais está a norte-americana Simone Biles, que não era nascida Oksana Chusovitina conquistou o ouro em Barcelona, e que chegou a Tóquio determinada a empatar o recorde de nove medalhas de ouro na ginástica da soviética Larisa Latynina. No entanto, o dia começou salpicado de raras imperfeições, como descreveu a AFP.

No chão, Simone Biles girou excessivamente após uma série de quedas hipnotizantes e saiu do tapete, arrancado um suspiro de pelo menos um observador no quase deserto Ariake Center.

Veja aqui a atuação de Simone Biles:

A ginasta revirou os olhos depois de outra aterragem instável no cavalo e o treinador, Tom Forster, expressou descrença após um fim desordenado de rotina na trave. "Simone deu três grandes passos na saída da trave, nunca a vi fazer isso antes", disse.

Ainda assim, Simone Biles classificou-se em primeiro lugar no geral e no salto, e foi o segunda no chão, com os EUA a ocuparem também o segundo lugar atrás dos russos na final por equipas de terça-feira.

Já na classificação da trave, ela pagou pelo final com imperfeições e ficou em sexto lugar entre oito qualificadas.

Simone Biles também reservou lugar para a final de barras assimétricas, algo que, apesar de ser 19 vezes campeã do mundo, lhe escapou no Rio de Janeiro, em 2016.

O treinador da atleta lembrou que esta era um fase de qualificação. "Não é a final, isto é chegar às finais, pode ser um grande despertar para nós", disse, acrescentando que há trabalho a fazer. "Principalmente trabalhar passos no chão", notou, atribuindo os lapsos aos "nervos".

Simone Biles optou por se concentrar na defesa do título da equipa dos EUA em vez de pôr a tónica nas ambições pessoais de ganhar mais medalhas de ouro. "Acho que fizemos um trabalho muito bom. Obviamente, há pequenas coisas em que precisamos trabalhar, vamos praticar e trabalhar nisso, para que possamos fazer o nosso melhor desempenho nas finais por equipa, porque é isso que importa ."

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