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Opinião

Viriato Soromenho Marques

Uma união em negação

A política europeia parece cada vez mais embarcada na construção de efeitos especiais, apresentados como se fossem realidades objetivas, sendo isso servido por uma enfática apologia de "valores europeus" que, depois de retirada a espuma retórica, se verifica não passar de um exercício narcisista de autocomprazimento. A conduta política europeia constitui uma penosa recusa de enfrentar os riscos do futuro. Não se percebe como poderá surgir a lucidez e a coragem para os diagnosticar e combater, ou para os assumir como uma consequência inevitável da deliberada manutenção da UE nesta instável encruzilhada. Estagnámos entre o completar das reformas indispensáveis para democratizar e salvar a UE ou o assumir resignado do falhanço da integração europeia, com o turbulento e devastador regresso à balança do poder dos Estados nacionais.

Viriato Soromenho-Marques 

Manish Chauhan

Obrigado, Portugal!

A recentemente concluída histórica Cimeira de Líderes Índia-UE, com a bela cidade do Porto como pano de fundo, ainda que em formato virtual, mostrou mais uma vez a liderança prospetiva de Portugal e a sua capacidade de promover e intensificar os laços entre a Índia e a UE. A reunião entre o PM Narendra Modi e os líderes dos 27 Estados membros da UE espelhou a ambição partilhada de aprofundar a parceria estratégica. Esta reunião de alto nível foi extremamente simbólica, uma vez que ocorreu durante a vibrante e crucial presidência portuguesa do Conselho da UE. Convém recordar que a primeira Cimeira Índia-UE foi realizada em Lisboa, em 2000, quando Portugal presidia ao Conselho da UE, tendo relançado o relacionamento entre a Índia e Portugal, arraigado na história, e conferindo-lhe uma base contemporânea. Vinte e um anos depois, e tendo por base a recente 15.ª Cimeira Índia-UE, em 2020, e o Diálogo de Alto Nível sobre Investimento e Comércio, esta cimeira mostrou os dois governos a trabalharem em conjunto, com uma visão clara e de longo prazo.

Manish Chauhan

Adriano Moreira

Conferência europeia

Foi anunciado oportunamente que haveria uma conferência sobre o futuro da Europa, talvez uma "nova esperança democrática", a realizar em 2021/2022, segundo anunciou e analisou o Rameses de 2021. Iniciou-se no Porto, com a intervenção, na Cimeira Social do Conselho Europeu, do presidente nosso primeiro-ministro. Os temas anunciados foram ligados ao de "governar com o povo", ser "um conselho e não uma refundação", imposta pela crise em que todos se encontram, causada pela covid-19.

Adriano Moreira

Mais atualidade

Victor Ângelo

A Europa e a turbulência que aí vem

O lançamento da Conferência sobre o Futuro da Europa decorreu nesta semana em Estrasburgo, na sede oficial do Parlamento Europeu. O simbolismo de Estrasburgo é enorme. Representa a reconciliação, a paz, a democracia e a solidariedade entre os europeus. Esses quatro desideratos continuam a ser tão pertinentes hoje como o têm sido ao longo das sete décadas que já conta a construção do edifício político europeu. É desde logo importante que nos lembremos disso, para reconhecer donde viemos e definir para onde queremos ir no próximo decénio.

Victor Ângelo

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