Exclusivo "Young Johnny" regressa à escrita numa viagem entre Lisboa e Luanda dos anos 60 

Rolling Stones, Marcello Caetano, Beatles, Lisboa, Luanda, Londres, a viagem nas palavras de João van Zeller corre célere, de tema em tema, dentro das fronteiras de uma década portuguesa e internacional de revolução dos costumes. A propósito do lançamento de Young Johnny, Lisboa & Luanda Anos 60, conversamos com o autor. Viagem misto de registo histórico e intimista.

Após um périplo escrito e fotográfico às décadas de 1940 e 1950 e à cidade do Porto, João van Zeller retorna no tempo, num relato da sua juventude vivida entre dois continentes. Young Johnny, Lisboa & Luanda Anos 60 (edição Afrontamento), recorda-nos uma década de revolução nos costumes. Anos vertiginosos que nos deram o Maio de 68, a ida à Lua, a pílula, a minissaia, mas também a Guerra Colonial e o Muro de Berlim. De tudo isto, num registo autobiográfico que cruza factos, personalidades, encontros e desencontros, trata João van Zeller no testemunho que nos deixa da sociedade da época. Retrato histórico, mas também intimista, onde cabem amores, boémia, ingenuidade, espanto, vergonha, sucesso e insucesso. "O retrato de um Portugal desaparecido. Já esquecido para muitos que dele foram contemporâneos, e ignorado por milhões de outros portugueses", sublinha o embaixador Marcello Duarte Mathias no prefácio à obra. No dia que marca o lançamento de Young Johnny, Lisboa & Luanda Anos 60 conversamos com João van Zeller, 79 anos, homem com longa carreira internacional no setor financeiro, ligado à fundação da TVI, estando envolvido desde o seu regresso a Portugal, em 1992, no setor da Solidariedade Social.

No prefácio ao seu livro o embaixador Marcello Duarte Mathias escreve que "falar de nós é falar dos outros". Mais do que uma autobiografia estamos perante um exercício de recuperação da memória coletiva?
Sem dúvida, é uma década que revolucionou o mundo, com a chegada do Homem à Lua o Concílio Vaticano II, a pílula, a minissaia, o Maio de 68, os Beatles, os Rolling Stones, o Woodstock, os Yippie, a Primavera de Praga, John Kennedy, o Muro de Berlim. Uma revolução total dos costumes que influenciou a forma de estar da juventude e que eu tive a sorte de viver. No fundo, a geração baby boomers do pós-guerra a que eu pertenço.

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