Exclusivo Vaiapraia dá concerto único em Lisboa

O artista, atualmente radicado em Londres, está de regresso a Portugal para apresentar ao vivo 100% Carisma, um dos álbuns nacionais mais elogiados do ano passado, que devido à pandemia quase não passou pelos palcos.

Se um dia for feita uma banda sonora dos primeiros meses de pandemia em Portugal, lá pelo meio ouvir-se-á com certeza o tema Fogo Fera, à boleia do qual o álbum 100% Carisma, o segundo de Vaiapraia, se tornou num caso sério de popularidade. E só não o foi mais porque faltou aquele passo fundamental para a afirmação de um disco, o palco, especialmente para um trabalho assim, cheio de nervo, sem falsos pudores e direto ao assunto. "Ainda demos alguns concertos depois do primeiro confinamento, com lotações limitadas e toda a gente de máscara, mas ficou a mesmo sensação de que este álbum merecia muito mais palco", admite Rodrigo Vaiapraia, cuja vida também mudou muito desde o início da pandemia.

Logo em março de 2020, a seguir ao início do primeiro confinamento, soube que tinha entrado para um mestrado em escrita criativa em Glasgow, com uma bolsa da Gulbenkian. Uma mudança que seria temporária, mas acabou por se tornar um pouco mais permanente, como conta ao DN: "Conheci lá o meu atual namorado e decidi ir viver com ele para Londres". Como consequência de todas estas mudanças, o projeto Vaiapraia ficou em pousio, tal como a música. "Em Glasgow ainda fui fazendo algumas coisas, mas depois desliguei-me um pouco da música, até porque estava a estudar escrita e o meu foco era outro", recorda. Durante este período fez apenas a banda sonora da peça teatro Essa Coisa Chamada Amor (Dez anos Depois), para o coletivo multidisciplinar Plataforma 285, que, por coincidência, também estreou a semana passada no CCB, em Lisboa.

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