Puro-sangue

Anya Taylor-Joy confirma ser uma promessa de Hollywood dirigida, desta feita, por Cory Finley.

Com um Globo de Ouro no bolso, Anya Taylor-Joy confirmou-se como uma das mais seguras promessas de Hollywood. Mas não foi apenas pelo olhar matador e complexidade psicológica do prodígio de Gambito de Dama que lhe tirámos as medidas do talento. Se A Bruxa (2015), de Robert Eggers, a apresentou como um feitiço feminino e Fragmentado (2016), de M. Night Shyamalan, atestou esse poder, Puro-Sangue (2017), um inédito nas nossas salas assinado pelo realizador de Bad Education, tem os ingredientes que nos fazem olhar para uma Taylor-Joy em evidente ascensão.

Este filme negro, que começa por sugerir notas de terror com a entrada de uma jovem (Olivia Cooke) na mansão luxuosa de outra rapariga (Taylor-Joy), rapidamente se converte no jogo de uma amizade perigosa: uma delas é incapaz de qualquer sentimento, e a outra consome-se num ódio profundo pelo padrasto... O que resulta da combinação é um conto latejante, com ângulos bem estudados e abordagem seca, que deixa as suas protagonistas ao sabor de um plano (im)perfeito.

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