Exclusivo "Os políticos portugueses temem um renascimento do interesse por Salazar"

Tom Gallagher, autor da segunda biografia sobre Salazar, considera que deve-se à falta de prestígio da classe política portuguesa a incapacidade para controlar a narrativa do antigo presidente do Conselho e a sua influência. Surpreende-o que o tema da corrupção no anterior regime nunca tenha interessado aos académicos, nem mesmo àqueles que são críticos do Estado Novo.

O historiador britânico Tom Gallagher decidiu escrever a sua primeira biografia após ter publicado mais de vinte livros e o protagonista é Salazar. Não será por acaso que a obra que chega amanhã às livrarias portuguesas, Salazar - O Ditador Que Se Recusa a Morrer, é sobre uma das mais resistentes figuras da política nacional, pois tem "mantido" a História de Portugal sob o seu interesse desde que em 1983 lançou o primeiro trabalho: Portugal - Uma Interpretação do Século XX.

Em entrevista, admite que "se no futuro tiver a oportunidade de rever esta biografia, estou recetivo a ouvir pessoas que sintam, talvez por meio de ligações familiares, poder lançar uma luz adicional sobre Salazar e a sua época". Não se incomoda em ficar sujeito a críticas quando diz "que a época salazarista não é aquela que causa tensão na sociedade quotidiana".

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