Exclusivo Os livros ficam na gaveta no país que compra livro e meio por ano

Quatro autores revelam o sentimento sobre os livros que iam lançar e que o continuar das livrarias fechadas adiou a chegada aos leitores. Responsáveis da BertrandCírculo, da Leya e da APEL alertam para os efeitos da atitude governamental. Quanto à Feira do Livro, o seu adiamento é quase certo.

A frase é comum a dois dos principais responsáveis do setor do livro: "Não há filas à porta das livrarias infelizmente, nem são fonte de contágio." É o que afirmam Paulo Oliveira, CEO do Grupo BertrandCírculo, e Pedro Sobral, vice-presidente da APEL e diretor-geral das edições do grupo Leya, sendo que ambos referem uma estranheza por o governo ter fechado de forma mais drástica no segundo confinamento as portas às livrarias e ao que a lei portuguesa considera um "bem essencial".

Apesar de o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ter "proibido proibir" o fecho das livrarias, o primeiro-ministro manteve a maior parte delas encerradas. Uma situação incompreensível para Paulo Oliveira: "Se é um bem essencial, não deve ser proibido, o que torna estranho o comportamento do governo." A opinião de Pedro Sobral não diverge: "No primeiro confinamento, o livro foi considerado um bem essencial e agora não. Vive-se um contexto complexo, pois esse bem essencial está restrito ou proibido de ser vendido nos seus pontos de eleição, as livrarias."

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