O "Vaticano" dos Templários foi uma pequena igreja em Tomar?

O significado do monumento gótico para a Ordem religiosa seria tão importante como o Monte das Oliveiras, em Jerusalém.

A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, mandada construir pelo cavaleiro Gualdim Pais no séc.ulo XIII para servir de panteão da Ordem Templária, pode ter sido o "Vaticano" dos Templários.

De acordo com um documentário da BBC, a pequena igreja gótica terá sido "o lugar mais importante para os Templários em Portugal", nas palavras do historiador e autor Paulo Alexandre Loução, ouvido pela emissora britânica.

Segundo o historiador, o seu significado para a Ordem religiosa seria tão importante como o Monte das Oliveiras, em Jerusalém, considerado um lugar sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos.

"Aqui se faziam rituais fúnebres e talvez rituais iniciáticos dos Templários", admite Loução, referindo a Estrela de Cinco Pontas, parte integrante da pequena igreja, e que conduz à ideia de "elevação do espírito humano".

No entanto, para os Templários, antes do espírito se poder elevar teria de fazer primeiro o caminho contrário - e terá sido por isso que a Igreja de Santa Maria do Olival foi construída abaixo do nível do solo.

Plano dos Descobrimentos partiu de um Templário

"Na minha interpretação simboliza o regresso ao útero - a ideia de que o cavaleiro na sua iniciação regressa ao útero da terra para renascer espiritualmente", diz o historiador.

O documentário da BBC recorda ainda que a Tomar e aos Templários se deve também o plano dos Descobrimentos, sob a égide do Infante Dom Henrique de Avis, também conhecido como Infante de Sagres ou "O Navegador".

O Infante, ele próprio um Templário, não tinha a mais pequena dúvida de que era possível passar além do cabo Bojador.

"De onde vem a certeza do Infante Dom Henrique?", pergunta Paulo Alexandre Loução.

"Tomar torna-se o centro eclesiástico de todas as igrejas cristãs que se vão edificando além-mar e a igreja sede de todas essas igrejas é a Igreja de Santa Maria do Olival", reforça o historiador.

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