Exclusivo O conto das drogas do futuro

Chris Hemsworth surpreendente num filme que nos fala de experiências de drogas para nos fazer rir, fornicar e suicidar. A Cabeça da Aranha, de Joseph Kosinski, é ficção-científica "low key" para um público adulto.

O que parecia ser um abrangente thriller de grandes meios com atores vedetas de Hollywood e os argumentistas de Deadpool é, afinal, outra coisa. Esse "outra coisa" é algo que dá luta ao espetador, uma refrescante proposta claustrofóbica sobre uma prisão futurista com ressonâncias orwellianas. Um 1984 para os nossos dias? Ou mais um A Experiência, de Oliver Hirschbiegel (obra de 2001 que imaginava uma experiência com voluntários numa prisão)? Se calhar um pouco dos dois num conceito futurista que nos aprisiona a um décor fechado e muito centrado em sessões de testes.

A Cabeça da Aranha propõe um futuro próximo onde nos EUA existem prisões com prisioneiros voluntários disponíveis para serem cobaias de novas drogas. É lá que está Jeff (Miles Teller), um jovem condenado por ter conduzido bêbado e sido o responsável pela morte da namorada e de um amigo, alguém que aceita submeter-se a diversos testes, um dos quais tenta provar que pode haver uma droga que nos impele a fazer amor com alguém cujo nosso corpo não sente atração. A trama do filme assenta sobretudo na relação de proximidade de Jeff com Steve (Chris Hemsworth), o responsável clínico da prisão e o administrador das diversas drogas implantadas nas costas de cada prisioneiro. À medida que o filme avança vamos percebendo que estamos na presença de um cientista a ficar insano com a sua própria criação. A ambição louca de Steve faz com que a saúde mental destes prisioneiros fique em cheque.

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