O ator Danny Trejo já morreu 65 vezes

Um site de apostas online decidiu fazer um ranking peculiar, e algo mórbido. Quem foram os atores que mais vezes morreram no cinema, quem serão os seus sucessores e quais foram os anos mais mortíferos de sempre.

Não lembra ao diabo, mas lembrou aos responsáveis do buzzbingo.com, que cruzaram informações da IMDB, a maior base de dados virtual sobre cinema, com as da Cinemorgue, que se dedica a colecionar (e listar) mortes cinematográficas, para criar este ranking.

A fortuna favorece as mulheres, dizem eles, uma vez que 75,9 por cento dos mortos na sétima arte são homens contra 24,1 por cento de personagens femininos. Na vida real também é assim, mas parece que no cinema a ficção ultrapassa a realidade em grande escala. Para isso, contribuirá a predominância masculina nos muitos westerns, filmes de ação e fitas de guerra que enchem a história do cinema, sobretudo no século XX.

Os primeiros nomes do top ten masculino apurado pelo Buzzbingo são o norte-americano Danny Trejo, campeão de falecimentos (já morreu 65 vezes) e conhecido pelos seus papéis de marginal, seja do lado do bem seja do lado do mal; Chistopher Lee, que tem no seu palmarés a interpretação do Conde Drácula assim como a participação em filmes emblemáticos como Star Wars, O Senhor dos Anéis, Charlie e a Fábrica de Chocolate ou Alice no País das Maravilhas, e que encontrou a morte no grande ecrã por 60 vezes; e Lance Henriksen, que recebe a medalha de bronze neste pódio, com 51 mortes. Filmes mortíferos como Exterminador Implacável ou a saga Alien terão ajudado a que as personagens que encarnou tenham tantas vezes tido um desenlace fatal.

No caso das mulheres, a já desaparecida efetivamente Shelley Winters, foi a que mais vezes (20 vezes, precisamente) não chegou viva ao The End, seguida de Julianne Moore - e o que a sua morte nos fez chorar em O Fim da Aventura? -, que por 17 vezes teve um fim trágico no grande ecrã. Já Jennifer Jason Leigh, que ocupa o terceiro lugar neste ranking, com 14 mortes, bem nos fez desejar que fosse desta para melhor em Jovem Procura Companheira (custou, mas foi).

1997 foi o ano em que a indústria cinematográfica "matou" mais gente, entre 1980 e 2018, e o Titanic terá sido o filme mais mortífero, segundo o buzzbingo, com 85 mortes a acontecer na tela (então, e os filmes do Tarantino?).

Quanto aos mortos que se seguem ("com maiores probabilidades de morrer"), as apostas do site vão para Kit Harington, o Jon Snow de A Guerra dos Tronos (quem diria?), num empate técnico com Merritt Butrick (Star Trek), nos 62,5 por cento de probabilidades. O problema é que Butrick já morreu na vida real (em 1989!), portanto será pouco provável que volte a fazê-lo no cinema. Quanto a Mahershala Ali (Moonlight, Green Book, The Hunger Games,Spider Man), esperamos que morra muitas vezes no cinema (50 por cento são as probabilidades de), que faz lá muita falta.

Entre as mulheres, A.J. Cook, de As Virgens Suicidas, é a atriz que mais probabilidades tem de ver a sua personagem morrer no cinema, mas pode ser que o que tem aprendido na televisão, em Mentes Criminosas, como J.J., a faça sobreviver no grande ecrã.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG