Nuno Cardoso é o novo diretor artístico do Teatro Nacional São João

O encenador assumo funções em janeiro, substituindo Nuno Carinhas na direção do teatro do Porto.

O encenador Nuno Cardoso irá assumir a partir de 1 de janeiro de 2019 a direção artística do Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, sucedendo a Nuno Carinhas, anunciou esta terça-feira o Ministério da Cultura em comunicado.

Nuno Cardoso é, desde 2007, diretor artístico do Ao Cabo Teatro, onde tem desenvolvido uma intensa carreira como encenador. Sob a direção de Ricardo Pais, esteve ligado ao TNSJ entre 2003 e 2007 como coordenador de programação do Teatro Carlos Alberto.

Nascido em Canas de Senhorim em 1970, Nuno Cardoso iniciou a sua carreira no início da década de 1990, integrando o CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Do seu trabalho como ator, destaca-se a trilogia constituída pelos espetáculos Subterrâneo, encenado por Luís Araújo (2016), Náufrago, encenado por John Romão (2016), e Apeadeiro (2017).

Em 1994, foi um dos fundadores do coletivo Visões Úteis. Entre 1998 e 2003, assegurou a direção artística do Auditório Nacional Carlos Alberto, assumindo em seguida, até 2007, a coordenação de programação do Teatro Carlos Alberto, equipamento que passou a integrar a estrutura do Teatro Nacional São João.

Assumiu a direção artística do Ao Cabo Teatro em 2007. Nas últimas duas décadas tem trabalhado, insistentemente, autores como Shakespeare ou Tchékhov, tendo encenado textos de múltiplos dramaturgos: Ésquilo, Sófocles, Molière, Racine, Henrik Ibsen, Friedrich Dürrenmatt, Federico García Lorca, Eugene O'Neill, Tennessee Williams, Lars Norén, Sarah Kane, Marius von Mayenburg, entre muitos outros.

Paralelamente, desenvolve projetos teatrais de cariz comunitário ou envolvendo não profissionais: por exemplo PRJ. X. Oresteia, realizado no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira (2001), R2 (a partir de Ricardo II), interpretado por jovens do Bairro da Cova da Moura (2007) ou Porto S. Bento, com moradores do Centro Histórico do Porto (2012).

No TNSJ, encenou várias produções, como O Despertar da Primavera, de Wedekind (2004), Woyzeck, de Büchner (2005), e Platónov, de Tchékhov (2008). Pela encenação de Demónios, de Lars Norén, recebeu o Prémio Autores 2016 da SPA, na categoria de melhor espetáculo. No ano passado apresentou no palco São João Veraneantes, de Gorki.

Carinhas sai ao fim de quase dez anos

A mudança na direção do São João era já esperada no meio artístico, depois de em março Pedro Sobrado ter assumido a administração do teatro do Porto e uma vez que Nuno Carinhas já se encontrava no cargo há quase dez anos.

No comunicado, o Ministério da Cultura agradece ao também encenador e figurinista Nuno Carinhas "a forma exemplar como desempenhou as suas funções, o seu enorme sentido de missão, dedicação e empenho ao longo de quase dez anos na direção artística do TNSJ"

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