Música. O lado B do ator José Carlos Pereira

"A memória mais precoce que tenho do meu gosto pela música vem dos tempos de criança, talvez com três anos. Recordo-me de passar os dias encostado às colunas da aparelhagem do meu pai a ouvir os seus discos", conta o ator José Carlos Pereira.

Das horas encostado às colunas de som a ouvir The Beatles, Pink Floyd ou os portugueses Táxi até às aulas de guitarra uns anos mais tarde foi uma evolução "natural" - incentivada pelo seu pai que percebeu que José Carlos Pereira não desafinava a cantar. E talvez isso tenha ajudado a que, na adolescência, esteve em duas bandas de punk rock na zona de Benfica, onde vivia. Entretanto a medicina, a televisão e as telenovelas meteram-se pelo caminho das canções, e o seu lado B ficou relegado para outras prioridades. Mas o gosto por cantar (e pela música em geral) levou-o a gravar um álbum, Azul, em 2009. José, de 42 anos, explica que, contudo, não foi uma experiência muito bem-sucedida: "Por várias razões entre as quais a falta de tempo para o projeto." Anos mais tarde voltou a lançar um single, em conjunto com o músico Nuno Norte. Raio de Sol está no YouTube para quem quiser ouvir a voz do ator. Por isso mesmo, e pelas duas profissões que tem (ator e médico), as cantigas não fazem parte dos seus planos mais imediatos. "Neste momento a minha vida está preenchida, por enquanto não está nada previsto para voltar às canções. Mas continuo a cantar, todos os dias, sozinho ou para a família."

Enquanto seu lado B (ou será C ou D?) não volta à ribalta, José Carlos Pereira, que também é médico e exerce, participa na novela da TVI Festa É Festa. E recorda a participação recente na telenovela sarcástica Pôr do Sol, na RTP. "Foi uma participação pequena, mas um bom desafio que me deu muito gozo. Sobretudo porque tem tão pouco tempo tornou-se uma série de culto."

filipe.gil@dn.pt

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