Múmias com mais de 3400 anos mostradas ao mundo após 'cirurgia médica' (veja as fotos)

As múmias do artesão de túmulos reais, Sennedjem e de uma das suas esposas, descobertas pelo egiptólogo francês, G. Maspero, em 1886, foram sujeitas a uma fumigação, uma espécie de 'cirurgia médica', e vão estar em exposição no Museu Nacional da Civilização Egípcia.

Ficou conhecido com um dos muitos artesãos que trabalhavam na construção dos magníficos túmulos reais subterrâneos do Vale dos Reis e agora é o seu túmulo que está em exposição no Museu Nacional da Civilização Egípcia.

A múmia de Sennedjem, com mais de 3400 anos, foi descoberta em 1886 pelo egiptólogo francês G. Maspero, na necrópole de Deir el-Medina, num poço fechado por uma pequena porta de madeira, que ainda mantém intacto o selo da necrópole tebana.

Nos caixões de Sennedjem, como ficou conhecida a descoberta do francês, estavam duas múmias, a do artesão e uma outra, de uma das suas esposas, que se encontravam em muito bom estado, segundo os especialistas. As múmias foram retiradas e sujeitas a um processo de fumigação, uma espécie de cirurgia médica, para as restaurar e as preservar.

O processo ficou completo agora e as múmias e os caixões de Sennedjem vão estar em exposição no museu nacional. A sessão de desembalagem das múmias e de mostra dos caixões contou neste sábado com a presença do ministro egípcio das Antiguidades, Khaled El-Enanny, que explicou aos jornalistas o processo por que estas antiguidades passaram.

Alguns sites de Arte Egípcia revelam detalhes sobre os caixões e sobre as múmias. Um dos sites refere que mesmo que as cores quentes e os temas de vida após a morte, extraídos das imagens figurativas do Livro dos Mortos, dão uma unidade elegante à decoração da câmara mortuária.

No caixão, Sennedjem é mostrado com a esposa e com a filha adorando Osíris e a deusa Maat. O Deus Osíris senta-se no trono com a tiara atef, os cetros reais e a bengala, verdes como o rosto e as mãos para simbolizar o poder de Osíris sobre os ciclos eternos de crescimento natural.

Na cena inferior, Sennedjem é visto novamente com os filhos em homenagem à forma sincrética de Ptah-Sokar-Osíris e Ísis.

Na parte interior, a porta mostra Sennedjem e sua esposa Lyneferty sentados sob um dossel de cana. Ambos usam perucas coroadas com um cone de grama aromática e, nas mulheres, também por botões de lótus cujo perfume divino dá a vida eterna.

Sennedjem interpreta o senet, um jogo popular que tinha um forte simbolismo em um contexto funerário: o falecido está apostando o destino de seu espírito. Se ele ganhar, ele vai sobreviver.
A cena termina com uma mesa empilhada com ofertas e objetos de todos os tipos para o apoio de Sennedjem.

Uma longa inscrição oferece trechos do Livro dos Mortos. A primeira é uma oração aos deuses da eternidade, para que eles não fechem a porta para o falecido (Cap. 72) e a segunda sancione o desejo do espírito de se reproduzir na vida após a morte (Cap. 17).

A Porta do túmulo de Sennedjem vai estar exposta na sala 17 do Museu Egípcio do Cairo

As peças de Antiguidades estiveram anteriormente expostas no Museu Egípcio na Praça Tharir, mas agora fazem parte da coleção do Museu Nacional.

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