Morreu o ator Robert Hossein, lenda do teatro francês

Tinha 93 anos e morreu na quinta-feira, um dia depois de os celebrar. Robert Hossein, ator, encenador e realizador, foi o homem das grandes produções teatrais, como Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame, mas também um rosto do cinema.

Celebrados 93 anos no dia 30 de dezembro, Robert Hossein sucumbiu nesta quinta-feira, dia 31, com um problema respiratório, segundo anunciou a esposa, também atriz, Candice Patou. Costumava dizer que, quando morresse, só iria deixar "a cicatriz de Joffrey de Peyrac em Angélica, Marquesa dos Anjos. Talvez uma jovem venha deixar uma rosa no meu túmulo, às vezes, como lembrança". Mas é certo que o seu percurso se faz de muito mais do que esta série de filmes baseada nos livros de Anne e Serge Golon.

É sobretudo pelos monumentais espetáculos de teatro - de resto, extraordinários sucessos de bilheteira - que será recordado. De Os Miseráveis a Cyrano de Bergerac, passando por Júlio César, Danton e Robespierre, Crime e Castigo e O Corcunda de Notre Dame, os clássicos foram o seu forte.

Nos últimos anos continuava empenhado nas robustas produções teatrais, com uma vontade inabalável de levar o grande público ao teatro. Como escreveu no Twiter Gilles Jacob, o antigo presidente do Festival de Cannes, "Era o príncipe do teatro para as massas."

Porém a arte do palco não ofuscou completamente a sua carreira no cinema. Contracenou com Sophia Loren em Madame Sans-Gêne (1961), de Christian-Jaque, com Brigitte Bardot em O Repouso do Guerreiro (1962), de Roger Vadim, e, entre as suas realizações cinematográficas, O Vampiro de Düsseldorf (1965) é o filme exemplar de uma absoluta consciência formal do thriller que se conjuga com a fabulosa banda sonora do pai, André Hossein. Trata-se da história verídica do assassino em série alemão Peter Kürten, famoso por ter inspirado M - Matou (1931), de Fritz Lang, aqui com interpretação do próprio Robert Hossein, um "monstro" apaixonado por uma cantora de cabaret.

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