Exclusivo Kate Winslet: A aristocrata do povo

Na multifacetada carreira de Kate Winslet, Mare of Easttown (minissérie de sete episódios a passar na HBO) envolve uma novidade: pela primeira vez, ela assume as funções de produtora executiva.

Não é, obviamente, um facto isolado: o prestígio de muitos atores e atrizes permite-lhes envolverem-se nas produções que protagonizam, influenciando a respetiva conceção dramática ou narrativa, na prática tirando partido do poder efetivo de ser uma estrela.

De qualquer modo, podemos supor que não terá sido uma mera questão de produção a motivar o envolvimento da atriz inglesa. Se é verdade que, para o melhor ou para o pior, a sua "imagem de marca" está associada a personagens de raiz ou aparência aristocrata - a começar, claro, pela jovem Rose Dewitt Bukater de Titanic (1997) -, pode dizer-se que o papel de Mare Sheehan, detetive de uma cidadezinha da Pensilvânia, nos arredores de Filadélfia, lhe permite aquilo que qualquer intérprete inteligente sempre procura: arriscar em registos que contrariam a ilusória estabilidade da sua fama, neste caso muito longe de qualquer sugestão de "glamour".

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