Exclusivo John Lennon: A imaginação ao poder

A poucas semanas do 50.º aniversário de Imagine, a canção de John Lennon foi tema dos Jogos Olímpicos: são memórias de um pacifismo enraizado nas convulsões políticas dos anos 60.

A presença da canção Imagine, de John Lennon, na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio (a decorrer até 8 de agosto), funcionou como um perverso evento cultural. Quase meio século depois - a canção pertence ao álbum homónimo de Lennon, lançado a 9 de setembro de 1971 -, as suas palavras continuam a desencadear reações muito contrastadas, da celebração olímpica até à contestação do espírito da canção.

Mas qual é, afinal, o espírito da canção? Não é possível responder de forma única, muito menos unívoca. A simples existência da pergunta acaba por ser reveladora do poder intemporal da escrita poética, transcendendo o contexto em que nasceu, relançando a sua energia em cada nova leitura ou audição. Ou em cada gravação por outros artistas: segundo uma investigação de 2020 do site inglês WhoSample, Imagine está no n.º 9 do top das canções com mais versões (o primeiro lugar pertence a Yesterday, dos Beatles, composição que Lennon assina com Paul McCartney). Nessas versões alternativas podemos até incluir o registo do próprio Lennon, apenas com piano (sem o arranjo de Phil Spector), revelado na monumental reedição do álbum em 2018.

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