Guerra dos Tronos: mais de metade das personagens morre (e uma delas só durou 11 segundos)

Cientistas do Instituto de Saúde e Inovação da Austrália analisaram o padrão da mortalidade na Guerra dos Tronos e concluíram que uma boa receita para continuar vivo na série é ir mudando de aliados

Qualquer fã da Guerra dos Tronos já sabe que todas as personagens, mesmo as mais importantes, podem morrer a qualquer momento. Milhões de seguidores da saga que começou no papel e agora já vai para a sua última temporada na televisão também não hesitarão em dizer que esta é uma das séries com mais mortes de sempre. Tudo ideias verdadeiras, como o comprova um estudo científico agora publicado.


Sim, um grupo de investigadores do Instituto de Saúde e Inovação da Austrália analisou o padrão da mortalidade na Guerra dos Tronos e publicou as suas conclusões na revista científica Injury Epidemiology, sob o título "A morte é certa, o tempo não: mortalidade e sobrevivência na Guerra dos Tronos". Os cientistas recolheram informação de 330 personagens de todos os 67 episódios das sete temporadas televisivas, dados que incluem o estatuto social, género, idade, religião, profissão/ocupação e até o tempo de sobrevivência na série.


Mas vamos ao mais importante, as conclusões, começando pela mais esclarecedora: mais de metade dessas personagens (186, ou 56%) já morreram. E as mortes violentas são, de longe, as mais comuns, em especial na sequência de agressões, lutas/guerras e execuções. Os ferimentos representam 74% do total de mortes, particularmente na cabeça ou no pescoço, o que inclui 13 decapitações. Destino a que nem Eddard Stark (na ilustração), protagonista da primeira temporada, escapou.

Há apenas duas personagens que morreram de causas naturais, o meistre Aemon Targaryen e a velha ama das crianças Stark

O número de vítimas dos dragões ou de lobos também não é de desprezar (9%) e os envenenamentos - que o diga Joffrey Baratheon, o adolescente sádico que herda o Trono de Ferro e morre na boda do seu próprio casamento - representam 5%. No meio de tanto morticínio há apenas duas personagens que morreram de causas naturais, o meistre Aemon Targaryen e a velha ama das crianças Stark.


"Enquanto algumas destas conclusões podem não ser muito surpreendentes para os espetadores habituais da série, identificámos vários fatores que podem ser associados a mais ou menos sobrevivência e que nos podem ajudar a especular sobre quem vai prevalecer no final", explica o epidemiologista Reidar Lystad, um dos autores do estudo. E uma coisa é certa, uma boa receita para continuar vivo na Guerra dos Tronos é ir mudando de aliados, como fez Tyrion Lannister, que se juntou a Daenerys Targaryen para derrubar a sua própria irmã, Cersei Lannister.

E ao contrário do que muitos podem achar, tendo em conta a importância de algumas personagens que vão desaparecendo ao longo da série, o risco de morte é maior entre os 'mal nascidos' (que não fazem parte da nobreza). Quanto à esperança de vida - ou de permanência na série, para ser mais exato - das personagens varia entre um recorde mínimo de 11 segundos e um máximo de 57 horas e 11 minutos. Em média, a sobrevivência na Guerra dos Tronos ronda as 29 horas, mas a probabilidade de uma personagem morrer em menos de uma hora é de 14%.

A Guerra dos Tronos volta em abril para a sua oitava e última temporada. Apenas seis episódios para ficarmos a saber o destino de Jon Snow, Daenery Targaryen, Sansa, Cersei, Tyrion e da luta contra o exército dos mortos. A HBO divulgou na semana passada o primeiro trailer na nova temporada.

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