Evan Rachel Wood acusa Marilyn Manson de abuso e "lavagem cerebral"

A atriz americana denuncia relação abusiva durante os três anos da relação com o músico.

A estrela de "Westworld" Evan Rachel Wood acusou, esta segunda-feira, o ícone do rock Marilyn Manson de ser um "homem perigoso" que a sujeitou a vários anos de abuso.

Foi através da rede social Instragram que a atriz americana desvendou o caso, apontando o dedo ao seu ex-parceiro e agressor, que desde a adolescência fez questão de manter a verdadeira identidade secreta: "O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido mundialmente como Marilyn Manson (...) ele abusou horrivelmente de mim durante anos", assegurou na publicação.

Evan Rachel Wood, de 33 anos, alegou ter sido "submetida a lavagem cerebral e manipulação" por parte do cantor e compositor, durante 2007 e 2010, período em que mantiveram uma relação. No entanto, com medo de "retaliação, calúnia ou chantagem", não disse nada até agora.

A atriz decidiu finalmente revelar a história, agora: "Estou aqui para expor este homem perigoso e avisar as mais diversas indústrias que o capacitaram, antes que ele arruíne mais vidas. Eu estou do lado das muitas vítimas que não continuarão caladas", acrescentou.

Em 2018, Wood fez um relato angustiante das suas experiências de abuso no Congresso dos Estados Unidos, mas sem nomear Manson: "A minha experiência com violência doméstica foi a seguinte: abuso mental, físico e sexual tóxico que começou devagar, mas aumentou com o tempo, incluindo ameaças contra minha própria vida, lavagem cerebral e até incêndios a gás. Eu acordava com o homem que dizia amar-me mas violava o que ele acreditava que era o meu corpo inconsciente."

Após a mensagem da atriz nas redes sociais pelo menos outras quatro mulheres vieram a público acusar de violação e abuso sexual e psicológico por Manson, bem como de uso de drogas, intimidação, violência e ameaças de morte.

Vídeo foi "arma" do #MeToo

A atriz tinha antes gravado um vídeo onde fala sobre o seu trauma e a dificuldade em superá-lo: "É muito difícil sentir-me segura. Eu penso sobre isso todos os dias, de uma forma ou de outra. Eu não estou bem porque não importa o quanto eu trabalhe ou tenha trabalhado para superar, eu ainda estou à procura de paz e de me sentir segura", disse.

Em 2018, logo após o crescimento abrupto do movimento social #MeToo - movimento contra o assédio e agressão sexual, especialmente no local de trabalho, que funciona como apoio às mulheres vítimas de abusos - e ao escândalo de Harvey Weinstein, levaram a uma maior consciencialização da população por todo o mundo, desencadeando uma série de acusações de abuso contra homens poderosos.

Foi desta forma que terá sido elaborado um relatório policial contra Mason que citava crimes sexuais não especificados desde o ano 2011. No entanto, o caso foi rejeitado, por prescrição e "ausência de corroboração".

Entre muitas das acusações feitas ao músico americano ao longo dos anos, encontra-se também uma queixa feita por parte de uma ex-namorada do seu colega de banda Jeordie White, que o terá acusado de violação.

Em 2009, embora os representantes de Mason alegarem ser apenas uma provocação, o músico admitiu fantasiar sobre partir em pedações o crânio de Wood, então sua companheira desde 2007, com uma marreta.

Numa conversa com a revista norte-americana "Spin" , o músico revelou ainda que a sua relação com Evan Rachel era tóxica: "nesse dia liguei para ela 158 vezes, peguei numa lâmina de barbear e cortei-me no rosto e nas mãos.".

Quanto às acusações que Evan Rachel Wood levantou agora, o músico ainda não reagiu.

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