Exclusivo "Este DocLisboa vai ser uma celebração!"

Arranca amanhã em várias salas de Lisboa a 19.ª edição do DocLisboa. Até dia 31, o cinema do real recebe cineastas, público e imprensa estrangeira numa edição que inclui festas diárias no Cinearte. Miguel Ribeiro, Joana Sousa e Joana Gusmão, a tripla de diretores, contam tudo.

O que vai ser este DocLisboa 21?
Miguel Ribeiro-
Vai ser uma celebração. Preparámo-lo como quem prepara uma festa. No fundo, vai ser um regresso a uma intensidade, a uma forma de estar e de circulação de ideia e de pessoas. Trata-se de uma surpresa feliz saber que o festival vai poder realmente acontecer de modo coletivo e presente. Desta vez nem vai ser híbrido, a ideia é mesmo recuperar o cinema como espaço físico, tal qual como era. Claro que mostramos filmes mas interessa-nos sobretudo que esses filmes sejam ponto de partida para outros filmes e para certas conversas.
Joana Sousa- Nestes dois últimos anos aprendemos imenso e, por isso, vamos fazer com que as atividades de indústria sejam híbridas - o online possibilita coisas que o presencial não possibilita e vice-versa: são coisas que se complementam... Seja como for, para além do saudosismo, percebemos que é na sala onde queremos estar.

Mas vão sair correntes, tendências desta vossa seleção?
JS- É sempre engraçado sentir ecos entre os filmes de secção entre secção, mas reparámos que é possível encontrar uma visão de movimento, entre olhar o passado e construir o futuro, passando pelas migrações até aos movimentos pessoais através de relatos de viagem, mudanças de casa, etc. Movimentos tão macro como micro. Passámos confinados este tempo todo e agora lá vamos nós viajar...
MR- Numa altura em que o mundo se fechou sentimos que se trabalhou muito essa ideia do lá fora. Sente-se um sentido de expansão de filme para filme. É uma sensação interessante.
JS- Óbvio que temos filmes que foram atravessado pela pandemia, mas mesmo aí não se nota uma claustrofobia, enfim, filmes que não são fechados em si próprios.
MR- Trata-se de cinema consciente de que o mundo não se fechou.

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