Exclusivo Eric Rohmer ou a arte de cair em graça

Mestre da Nova Vaga volta a estar em foco com o regresso ao circuito comercial, em cópias restauradas, das suas "Comédias e Provérbios": seis filmes para redescobrir a subtileza de uma obra seduzida pelo poder das palavras.

Que viva Eric Rohmer! O cineasta de A Minha Noite em Casa de Maud (1969) está de volta às salas escuras com as reposições, em cópias restauradas, das suas "Comédias e Provérbios". A confirmar, além do mais, que a sua trajetória artística, livre e libertária, não necessariamente liberal, se construiu também através do gosto do método, isto é, do prazer da ordem.

Primeiro foram os "Seis Contos Morais", incluindo A Minha Noite em Casa de Maud e outras pérolas como A Colecionadora (1967) ou O Joelho de Claire (1970). Cada um deles colocava em cena, justamente, as atribulações da ordem através de personagens na corda bamba dos seus desejos, tentando recobri-los ou redimi-los com a sanção de uma moral. Seguiram-se estas "Comédias e Provérbios", também seis filmes, rigorosamente cúmplices enquanto conjunto, cada um evoluindo como "ilustração" de uma máxima ou provérbio (também de natureza moral) sobre os ziguezagues das vidas amorosas, as turbulências das relações sociais e os estranhos laços entre dizer a verdade e mentir.

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