Exclusivo Elvis. O Rei do Rock n'Roll é pop

Elvis é uma fábula sobre alguém chamado Elvis que pode não ser o Elvis Presley que todos conhecem. É um espetáculo à frente do seu tempo de Baz Luhrmann, o australiano louco que pode fazer cinema de autor com alta voltagem em Hollywood. Em Cannes ficou filme maldito com tanta polarização.

Ver para crer: um novo biopic de Elvis pensado para um público millenial, todo ele trinta por uma linha para não ser um filme de época. Gostando-se ou não, estamos na presença de um Baz Luhrmann em topo de forma de um estilo tão rococó como de síntese de metacinema, capaz de contar uma história a mil à hora e tentar ser visionário. O conto do Rei não tem caução moral nem quer ter, apenas deseja ser uma fatia de História da cultura pop americana. Aliás, convenhamos, a palavra "pop" é a pedra basilar desta fundação - o rock n'roll de Elvis Presley é tratado com perlimpimpins de imaginário pop: as más-línguas proclamam ser videoclipe, quem adere percebe que é outra coisa, a demência elétrica à Baz.

No Festival de Cannes, apresentado com grande pompa fora-de-competição, dividiu para reinar. Os detratores de Baz não foram no excesso, mas houve quem ficasse estonteado pela positiva. O filme é de uma velocidade furiosa que faz jus ao ideal de fantasia de um mito. De um lado o Coronel Sanders que lança e explora o cantor, do outro o menino, o homem e o artista. Quase sempre entre flashbacks, desvios temporais e um arraial de exaltantes batotas temporais - para esta excentricidade são sempre convocados os mais "escandalosos" anacronismos tais como rap, R&B e soul contemporânea quando o jovem Presley foge de Graceland para uma noitada em Memphis...

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