Duas exposições para comemorar os 80 anos do Círculo Eça de Queiroz

Inauguradas esta quarta-feira, as exposições do Círculo Eça de Queiroz marcam o 80º aniversário desta agremiação cultural de Lisboa.

Foi a 16 de dezembro de 1940 que se validaram os estatutos do Círculo Eça de Queiroz. E para assinalar as oito décadas a instituição, presidida desde 2015 por Pedro Rebelo de Sousa, inaugurou esta quarta-feira duas exposições em simultâneo.

A exposição principal evoca os fundadores do Círculo Eça de Queiroz (CEQ), onde figura o nome de António Ferro, escritor, jornalista e secretário da Propaganda Nacional no Estado Novo, ou do arquiteto Jorge Segurado. Tambem é recordado o banquete inaugural do CEQ no qual o prémio Nobel da Literatura, o belga Maurice Maeterlinck, tornou-se o primeiro sócio honorário da instituição.

Na exposição paralela faz-se a abordagem da coleção de arte do CEQ - na sua maior parte formada durante os anos em que António Ferro dirigia o Secretariado da Propaganda Nacional (SPN).

As obras de Canto da Maia, Bernardo Marques, Leopoldo de Almeida, Júlio de Sousa, Estrela Faria e Paulo Ferreira - artistas ligados às Exposições de Arte Moderna do SPN., às grandes Feiras internacionais de Paris e Nova Iorque e à Exposição do Mundo Português - fazem do Círculo Eça de Queiroz um pequeno museu do movimento chamado "Segundo Modernismo Português".

Nas palavras do curador das exposições, Francisco de Almeida Dias, "é nos momentos mais difíceis que importa tomar uma posição clara, acima das circunstâncias, conquanto elas pareçam, no imediato, dramáticas. Assim o fez António Ferro em 1940, com a Europa em pé de guerra, e assim se faz agora, com o mundo a braços com esta pavorosa pandemia de 2020."

O CEQ, que tem o estatuto de utilidade pública desde 2005 foi fundado com o objetivo de fomentar "o bom convívio entre os seus sócios e convidados e também o gosto pelas letras e as artes, por meio de conferências, exposições e concertos.

O Círculo tem 202 associados, a quantidade está relacionada com número de uma mansão imaginária nos Campos Elísios, onde uma das personagens ficionais do escritor Eça de Queiroz, Jacinto, viveu no século XIX, em Paris.

Ao longo do tempo, o clube decidiu admitir um pequeno número de membros acima de 202, que gozam de todos os direitos sociais, excepto do voto. Esses associados, supranumerários, aguardam vaga na Categoria A.

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