Exclusivo Cannes dá a ver a vitalidade dos realismos cinematográficos

O cinema francês continua marcar pontos na competição de Cannes: "La Fracture", de Catherine Corsini, é o retrato intensamente realista de um noite marcada por manifestações dos "coletes amarelos".

Realismo - eis uma palavra que não está na moda. Mas é o cinema francês que, na competição do Festival de Cannes, nos convoca para as suas múltiplas ressonâncias. É certo que a abertura do certame, com Annette, de Leos Carax, constituiu uma bela celebração dos poderes do musical, de qualquer, depois disso, já tivemos Tout S"est Bien Passé, de François Ozon, cruzando o realismo social com a tradição do melodrama; agora, importa destacar o magnífico La Fracture, de Catherine Corsini (cineasta de quem podemos recordar, por exemplo, o drama Partir, com Kristin Scott Thomas).

O realismo não é o mero prolongamento das imagens que, de uma maneira ou de outra, se repetem na aceleração mediática. Em qualquer caso, o efeito realista de La Fracture começa no nosso reconhecimento do contexto em que tudo acontece: uma noite, em Paris, marcada por uma manifestação dos "coletes amarelos" que, na sequência da intervenção das forças policiais, vai levar muitas pessoas ao hospital.

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