Exclusivo Cannes 2021 - Entre autores e atores

Léa Seydoux, com quatro filmes, é a musa da 74ª edição de Cannes. O arranque será esta terça-feira e sem festa mas com um dos filmes mais esperados dos últimos tempos: Annette, de Leos Carax, com Marion Cotillard e Adam Driver a encantar com a música Sparks.

O maior festival de cinema do mundo arranca esta terça-feira sob muitos signos. O da mensagem que o cinema continua num mundo em guerra com a pandemia e um outro com um dardo muito afiado: a insofismável causa de um cinema de autor aberto a vários públicos. Mas dê por onde der, Cannes 2021 será sempre um festival da retoma, sobretudo num ano em que estão filmes da seleção do ano passado, de Nanni Moretti a Paul Verhoeven, dois exemplos de cineastas que esperaram que o festival acontecesse de novo e não quiseram trair a Croisette com outros festivais rivais. Tal como o Europeu de Futebol, esta 74ª edição também poderia colocar 2020 no título.

A partir de hoje, o mundo do cinema aposta todas as fichas numa seleção de filmes que prefere mais consagrados do que novatos. Mais do que nunca, eram precisos filmes com "nome". Filmes que dêem esperança a um mercado massacrado com os contratempos deste novo normal. Por isso mesmo, do ponto de vista do mercado é um ano ainda mais decisivo, ainda que já se saiba que estarão muito menos stands do que o habitual, conforme se esperava...De um outro ponto de vista, mais artístico, é essencialmente um festival que dos autores vai aos atores. Um pouco como nos melhores tempos, trata-se de um festival também marcado pelo peso dos atores. Atores que garantem a sua presença numa escadaria de tapete vermelho com novas regras: os paparazzi terão de apostar mais no zoom - as estrelas não estarão tão perto.

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