Exclusivo Berlinale continua a valorizar as memórias históricas

Dois documentários, um proveniente de Israel, outro de França, ilustram uma fundamental vocação do Festival de Berlim: dar a ver e promover um cinema que enfrenta a complexidade das heranças históricas.

A tradição ainda é o que era: mesmo em tempo de pandemia, em modo online, a Berlinale continua a afirmar-se como um evento em que a valorização das memórias históricas define um vetor essencial de programação.

Dois títulos presentes no Forum são exemplos eloquentes: The First 54 Years - An Abbreviated Manual for Military Occupation, do israelita Avi Mograbi, propõe um inventário obsessivamente descritivo da ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza pelo exército de Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967 ("os primeiros 54 anos", como refere o título); por sua vez, À Pas Aveugles (qualquer coisa como "caminhando às cegas") prolonga o trabalho do documentarista francês Christophe Cognet sobre o poder revelador das imagens e, muito em particular, o seu papel no infinito labor de conhecimento do Holocausto e, mais especificamente, da vida e da morte nos campos de concentração.

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