Aplausos (e muitas máscaras) na reabertura do museu do Louvre

Grupos reduzidos de visitantes vão poder contemplar a famosa obra de arte "Mona Lisa", de Leonardo Da Vinci, e outros tesouros sem as multidões habituais no museu situado em Paris.

O museu do Louvre, o mais visitado do mundo, reabriu esta segunda-feira após quase quatro meses de portas fechadas devido à pandemia de covid-19. O número restrito de visitantes com máscara aproveitou a oportunidade rara de contemplar a famosa obra de arte "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, e outros tesouros sem as multidões habituais no museu situado em Paris.

Várias dezenas de visitantes fizeram fila no lado de fora do antigo palácio real, onde está situado o museu. Aguardavam a reabertura do museu que espera começar a recuperar as perdas estimadas em mais de 40 milhões de euros devido à pandemia.

Quando as portas se abriram, ouviram-se aplausos. "Estou muito, muito feliz em receber visitantes num museu que existe sobretudo para receber visitantes", disse o diretor do museu Jean-Luc Martinez.
"Dedicamos as nossas vidas à arte, gostamos de partilhar essa paixão e aqui estamos nós!"

As mais famosas obras de arte do museu vão estar acessíveis, incluindo "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, a Vénus de Milo e a vasta coleção de antiguidades do Louvre .

No entanto, as galerias em que o distanciamento social é mais difícil de colocar em prática, cerca de um terço do total, permanece inacessível. O número de visitantes foi limitado a 500 por cada meia hora, numa tentativa de reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus.

As máscaras são obrigatórias e não há possibilidade de fazer lanches ou ter acesso a vestiários.

Os bilhetes esgotaram para a tão esperada reabertura após o encerramento mais longo do Louvre desde a Segunda Guerra Mundial.

"Cerca de 7.000 pessoas tinham bilhetes reservados, normalmente recebemos cerca de 30.000" por dia, disse Martinez, que espera meses e anos difíceis pela frente.

Em 2020, o museu não chegará nem perto dos 9,6 milhões de visitantes que recebeu no ano passado - abaixo dos 10 milhões registados em 2018.

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