Acusado de violação, baterista abandona Sigur Rós

Orri Páll Dýrason diz que não vai tornar a sua luta pública "por respeito às verdadeiras vítimas de violência sexual" e sai do grupo islandês.

O baterista do grupo islandês Sigur Rós, Orri Páll Dýrason, anunciou que vai sair do grupo dadas as alegações de que violou uma mulher.

"À luz da escala desta questão, decidi deixar os Sigur Rós. Esta é uma decisão difícil para mim, mas não posso continuar com essas alegações graves a influenciar a banda e o trabalho importante e bonito que tem sido feito nos últimos anos", escreveu no Facebook.

"Eu farei tudo em meu poder para sair deste pesadelo, mas por respeito às verdadeiras vítimas de violência sexual não vou continuar esta luta em público", concluiu Dýrason.

Durante o sono profundo

O caso remonta a janeiro de 2013. Através do Instagram, Meagan Boyd acusou o músico de a ter "penetrado sem consentimento durante o sono profundo", na sequência de se terem conhecido numa discoteca de Los Angeles e de terem "ambos adormecido na mesma cama".

"Aconteceu duas vezes naquela noite, e pergunto-me porque é que não me fui embora após a primeira vez. Mas eu estava bêbeda, exausta e em choque", escreveu.

Mais tarde, Boyd afirmou que o baterista "tentou silenciá-la".

O grupo, agora reduzido a duo (Jónsi Birgisson e Georg Hólm), reagiu também no Facebook. "Na sequência das alegações extremamente graves e pessoais feitas contra ele nos últimos dias, hoje aceitamos a demissão do nosso colega de banda Orri Páll Dýrason para permitir que ele lide com o assunto em particular."

Fundados em 1994, os Sigur Rós são dos artistas pop mais bem-sucedidos da Islândia.

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