Acusado de abuso sexual, Marilyn Manson é banido da indústria da música e da televisão

O cantor já reagiu às acusações mas a onda de solidariedade pelas suas vítimas de abusos já está a surtir efeito.

Acusado pela ex-companheira Evan Rachel Wood e por outras quatro mulheres de abuso sexual, o músico americano Marilyn Manson reagiu esta terça-feira.

"Certamente a minha arte e a minha música sempre foram ímanes de muita controvérsia, mas estas recentes acusações são distorções da realidade" disse Manson na sua conta na rede social Instagram. "As minhas relações íntimas têm sido sempre inteiramente consensuais com parceiros de mente semelhante. Independentemente de como - e do porquê - estão agora a escolher mal-interpretar o passado, essa é a verdade", assegura ainda no mesmo post.

As denúncias, surgidas nos últimos dias, criaram entretanto uma onda de solidariedade em todo o mundo pelas alegadas vítimas.

O cantor o norte-americano foi já retirado da segunda temporada da série de terror "Creepshow", uma produção da cadeia Shudder. A série afirmou na terça-feira, num post do Twitter que decidiu não transmitir o episódio em que o músico entrava.

Também o canal de televisão Starz revelou que vai eliminar a personagem de Marilyn Manson na série 'American Gods', onde este desempenhava o papel de vocalista de uma banda de death metal chamada 'Blood Death'.

"A Starz está de forma inequívoca com todas as vítimas e sobreviventes de abuso. Devido às alegações feitas contra Marilyn Manson, decidimos retirar a sua performance do último episódio em que ele aparece, que vai ser transmitido mais tarde, nesta temporada", pode ler-se na página oficial do Intagram da série.

Loma Vista, editora de Marilyn Manson, deixou também esta terça-feira uma mensagem em que condena o seu representado: " À luz destas alegações perturbadoras (...) vamos deixar de promover o seu álbum, com efeito imediato", assegurando ainda que não voltaria a trabalhar em projetos futuros com o músico.

Durante esta terça-feira foram muitas as personalidades que decidiram demonstrar apoio às alegadas vítimas de Marilyn Manson. Uma delas foi a sua ex-companheira, Rose Mcgowan, que não se mostrou indiferente às acusações afirmando estar "do lado de Evan Rachel Wood e das outras mulheres corajosas que se pronunciaram."

Através de um vídeo postado no Instagram, a atriz revela que nunca sofreu de qualquer tipo de abuso por parte de Marilyn mas que "isso não invalida as acusações".

Rose, enquanto figura destacada do movimento #MeToo, aproveita ainda para acusar a indústria do entretenimento de Hollywood e da música de serem "cúmplices" e afirma ser necessário "parar este culto".

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