Exclusivo "Abraça-me com Força é sobre aquilo que nos faz falta" 

Matthieu Amalric, ator de Téchiné, dos filmes de Wes Anderson e vilão de James Bond, está cada vez mais cineasta. Em Abraça-me com Força assina um dos seus filmes mais fortes. Durante o LEFFEST falou com o DN sobre esta equação de fantasmas e loucura.

Je Reviens de Loin, peça de Claudine Galea é a base deste texto, mas sente-se uma vontade de tirar o "teatro" do texto. Seja como for, antes do filme, nunca ninguém a tinha encenado...
A peça não está escrita como uma peça. Foi talvez por isso que me apeteceu adaptá-la. Conhecia-a porque um amigo queria levá-la à cena mas depois desistiu e eu fiquei com ela. Descobri um texto que jogava muito com a questão da coreografia, das vozes interiores e das sobreposições. Por vezes, tem também personagens que brotam de um rumor pudico e com uma coerência poética. Enfim, tem qualquer coisa de Sarah Kane ou, se calhar, Virginia Woolf transformada por Sarah Kane. Chorei muito quando li esta peça. Podemos pensar que é sobre uma mulher que parte para imaginar que os seus ficaram. Ou seja, a Claudine criou uma inversão.

Uma espécie de A Vida Sonhada dos Mortos...
É isso mesmo. A peça era exatamente assim.

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