Exclusivo A Bela e o Monstro 30 anos de um clássico amado da animação

Lançada a 22 de novembro de 1991, a animação A Bela e o Monstro foi uma das maiores conquistas da Disney. A eterna fantasia romântica, com personagens e canções que são ADN do acarinhado imaginário dos estúdios.

Uma jovem de cabelos castanhos que gosta de livros. Antes de Bela, nenhuma princesa da Disney tinha combinado estes dois atributos. Veja-se como o cabelo negro de Branca de Neve serve de contraste à sua pele alva, os cabelos louros de Cinderela e Aurora (a Bela Adormecida) correspondem à representação clássica das princesas, e a invulgar cabeleira vermelha de Ariel condiz com a figura mitológica da sereia. Mais: livros não é com elas. Até que... na linhagem surgiu Bela, a figura mais próxima de uma rapariga comum, mas com esse "estranho" gosto pela leitura. É assim mesmo que é apresentada logo no início de A Bela e o Monstro, como alguém que se interessa por objetos "perigosos" que estimulam o pensamento.

Três décadas depois da estreia do clássico da animação assinado por Gary Trousdale e Kirk Wise, recordar a cena em que Gaston, o garanhão pretendente de Bela, desdenha do fascínio dela pela literatura é recordar o essencial: aqui, o amor acontece através dos livros. Quer dizer, Bela é capaz de amar o Monstro porque tem uma mente aberta, uma sensibilidade treinada pelos romances de capa dura (é alguém que se deslumbra com a biblioteca dele), e os dois partilham a afeição pelos livros. Dito de outra maneira: ela é a única que não o julga pela lombada.

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