Exclusivo 25 de Abril: Aventuras do cinema e da democracia

Há no cinema português um capítulo limitado, mas importante, de obras que refletem as vivências do 25 de abril de 1974: por vezes do próprio dia, mas sobretudo do "antes" e "depois" da nossa história coletiva.

As efemérides transportam consigo perguntas antigas, nem sempre cómodas. Por exemplo: até que ponto os cidadãos portugueses conhecem o 25 de abril de 1974 através do cinema... português? Em boa verdade, creio que pouco e mal.

Mesmo sem qualquer pretensão de obter uma lista exaustiva de referências, somos levados a reconhecer que não existe em Portugal aquilo que se possa chamar um "género histórico". Por razões que não decorrem do talento, muito ou pouco, dos cineastas. Acontece que a consolidação de um "género" - um modelo regular e consistente de abordagem de uma temática comum - depende da existência de uma indústria minimamente estável. Ora, no pós-25 de Abril, no domínio cinematográfico, nenhuma política cultural conseguiu consolidar tal indústria. Objetivamente, nas últimas quatro décadas, a paisagem audiovisual apenas produziu uma verdadeira estrutura industrial: a da telenovela.

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