Telescópios. Vamos descobrir o Universo nestas noites de verão?

É esta a proposta que lhe fazemos: liberte a curiosidade que há em si. Com um pouco de investimento -- e algum tempo -- veja com os seus olhos quão fascinante e grandioso é o cosmos em que vivemos.

As estrelas sempre exerceram um fascínio irresistível sobre o ser humano, que é transversal a todas as culturas. Desde que olhámos para o céu que pensamos "o que está lá em cima?"

Sabemos à partida que é impossível reproduzir "em casa", por muito bom que seja o equipamento, as incríveis imagens do telescópio espacial Hubble, acessíveis em qualquer lugar, no smartphone. Mas nada é capaz de substituir a magia de ver, pelos seus olhos, num telescópio, os anéis de Saturno, numa noite de verão estrelada. Experimente!

Há no mercado telescópios praticamente para todos os preços e experiências, desde as dos astrónomos mais experimentados às dos que, literalmente, "não percebem nada disto".

Comecemos pelo princípio. O elemento mais importante de um telescópio é a abertura: o diâmetro da lente ou espelho que recolhe a luz do que está a ser focado. Por norma, este valor é indicado em milímetros e o mínimo considerado aceitável é 70mm ou preferencialmente mais.

Lembre-se, ao observar o céu está a tentar ver a luz de objetos a minutos, horas ou mesmo anos-luz de distância, luz essa muito ténue. O que é relevante na lente do telescópio é a sua capacidade de captar essa pouca luz o mais possível para que consiga vê-la. Esqueça a ideia de lentes "zoom" de x ampliações, que neste caso pouco interessam.

O segundo fator importante nem tem a ver com o telescópio -- é mesmo a base.

Não adianta ter o melhor telescópio do mundo se este estiver mal suportado. Qualquer pequena vibração impede uma boa observação. Um simples tripé de fotografia pode não ser a melhor solução. Ao investir num aparelho deste género, não "corte" nesta parte. Provavelmente será o suficiente para dar cabo de toda a experiência.

Os telescópios dividem-se em três tipos: refrator, refletor, e catadiótrico.

O primeiro é o mais próximo do imaginário popular -- só tem uma lente na frente do tubo e é também conhecido como telescópio de Newton. O segundo utiliza um espelho na parte de trás do tubo para aumentar a ampliação -- tem a desvantagem de ser um pouco mais frágil. O terceiro usa uma combinação de lentes e espelhos, o que obriga a um design mais compacto -- mas arrisca precisar de manutenção periódica.

As sugestões de aparelhos que se seguem prometem boas observações, desde que as condições atmosféricas o permitam. Quem o diz é o site especializado Space.com (que consultámos, tendo em conta a especificidade desta matéria).

Uma última nota: as cidades sofrem daquilo a que os astrónomos chamam de "poluição luminosa", isto é, a luz artificial das ruas e das casas refletida para o céu impossibilita a observação das estrelas. Por isso, pegue no seu telescópio e vá para um sítio longe da civilização. De gente. E mergulhe nas estrelas.

Faz (quase) tudo sozinho

A linha NexStar da Celestron é muito bem reputada no meio -- e tem boas razões para isso. Estes telescópios catadiótricos são fáceis de usar e as suas lentes de 150mm têm abertura suficiente para captar até galáxias distantes.

Talvez a coisa que mais atraia nestes aparelhos -- entre os 600 e os 880 euros no Amazon.es -- seja mesmo a base. Totalmente computorizado, permite escolher o objeto a observar no céu (seja um planeta, uma constelação, etc.) através do computador de uma forma muito simples. A base de dados incluída é muito completa e traz ainda um modo de exploração em que basta dizer ao sistema em que local se encontra para que ele lhe indique algumas das mais interessantes coisas a observar no momento.

Só por isso, vale o investimento.

Trabalho manual, observações ótimas

Outro Celestron surge na lista. Desta vez, o Powerseeker 127 EQ, bem mais barato do que o anterior -- cerca de 300 euros no Amazon.es -- mas é, de acordo com as críticas especializadas e dos compradores, um bom telescópio refletor de 127mm.

A base incluída é totalmente manual -- será preciso o utilizador fazer todo o trabalho de encontrar o objeto a observar e depois mantê-lo em foco, compensando a rotação da Terra durante a observação. É a vida! Mas, tal como se costuma dizer hoje em dia, há uma app para isso. Ou várias. Sugerimos a Polar Scope Align Pro, que lhe permite facilmente alinhar o telescópio com a Estrela Polar e depois partir daí.

Vamos simplificar ainda mais?

Quando falámos acima de ver pelos seus olhos os anéis de Saturno estávamos a pensar precisamente na utilização de um aparelho do género destes: o Orion Observer II 70mm, que em Portugal se encontra como National Geographic 60-700 na Fnac.pt por apenas 125 euros.

Sem dúvida um excelente telescópio "de entrada", que lhe pode abrir a porta -- ou ao(s) seu(s) filho(s) -- ao gostinho pela astronomia. E a partir daqui, o cosmos é o limite.

E depois ainda há...

Para observar a Lua de perto uns binóculos desenhados, entre outras coisas, para isso mesmo: os Celestron SkyMaster Giant 15x70.

Custam uns 100 euros (Amazon.es), têm encaixe para tripé e as lentes de 70mm oferecem abertura suficiente para ver objetos cuja luminosidade de outra forma seria impossível observar.

Só não os aponte aos vizinhos, faça-nos essa gentileza... E boas observações!

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