Primeira mutação do vírus H1N1 detectada na Noruega

A Noruega detectou uma mutação do vírus H1N1 em três casos, anunciou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) depois de um comunicado do Instituto de Saúde Pública da Noruega.

O Instituto de Saúde Pública da Noruega anunciou, hoje, que encontrou uma mutação do vírus da Gripe A (H1N1) em três pacientes com teste positivo, que pode estar relacionada com os efeitos mais graves da doença

O comunicado do Instituto de Saúde Pública da Noruega está a ser citado pelo Washington Post, que refere que esta mutação pode tornar o vírus mais perigoso para as vias respiratórias, já que aumenta o risco de infecção.

Mas o Instituto analisou o vírus em vários doentes, como mandam as regras de segurança da OMS relativas à pandemia, e de facto os vírus tinham muitas semelhanças, contudo algumas mutações foram observadas. No entanto, as autoridades afirmam que é uma situação normal e que a mutação pode não ter uma importância relevante.

Os cientistas noruegueses fizeram análises a 70 amostras do vírus mas só se verificou a mutação em três pessoas, o que leva os especialistas a concluir que a mutação não é generalizada.

Apesar disso, uma mutação foi considerada de especial interesse. Foi encontrada em dois pacientes que morreram devido ao vírus H1N1 e um deles apresentava um estado de gripe grave. Estes foram os dois primeiros doentes que morreram na Noruega com Gripe A. Os pacientes que morreram depois foram autopsiados e os médicos não encontraram a mesma mutação do vírus.

Os cientistas temem que a nova mutação possa aumentar os casos de transmissão pelo ar.

Além da Noruega, já foram igualmente detectados casos de mutação do vírus desde Abril no Brasil, na China, no Japão, no México, na Ucrânia e nos Estados Unidos, segundo o comunicado da OMS.

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