Menos especialistas em Portugal do que na Europa

O ratio de especialistas em hematologia por milhão de habitantes a trabalhar em Portugal é "bastante inferior aos outros países europeus", alertaram hoje, em Lisboa, membros do Conselho Científico da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL).

O Conselho Científico da APCL, composto por oito peritos internacionais e portugueses no estudo e luta contra esta doença, esteve hoje reunido na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, para fazer o balanço dos projectos de investigação em curso e recomendar linhas de actuação para os próximos dois anos.

No final da reunião, António Coutinho, director do Instituto Gulbenkian Ciência, e outros membros do Conselho Científico da APCL salientaram que Portugal precisa de "10 a 12 hematologistas formados por ano para equilibrar o ratio".

Segundo António Coutinho, os "critérios opacos que o Ministério da Saúde utiliza na abertura de vagas na área de hematologia", a dificuldade de especialização e as fracas expectativas de remuneração são alguns dos factores que levam a que haja poucos especialistas a trabalhar nesta área em Portugal.

Em declarações à Agência Lusa, Duarte Lima, fundador da APCL, explicou que o programa de formação avançada proposto pela associação visa colmatar estas falhas, dando a médicos e enfermeiros a possibilidade de seleccionarem alguns dos melhores centros de aprendizagem de novas técnicas.

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