Médico italiano curado de ébola com tratamento experimental

Um médico italiano que foi contaminado com Ébola na Serra Leoa teve hoje alta hospitalar.

O médico de 50 anos, natural da Sicília, estava em isolamento desde meados de novembro no instituto Spallanzani, em Roma.Há dez dias, os médicos que o assistem afirmaram que já conseguia respirar, andar e comer sozinho.

Hoje, o doente, identificado apenas pelo primeiro nome, Fabrizio, teve alta hospitalar. Numa conferência de imprensa, explicou que nos primeiros dias de doença tentou observar de forma cientifica cada um dos sintomas, até como forma de "manter a mente ativa". Depois, contou, perdeu a consciência, pelo que não se recorda de nada do que aconteceu durante cerca de 15 dias.

O clínico estava ao serviço da instituição italiana Emergency quando contraiu a doença na Serra Leoa e agora mantém a intenção de voltar àquele país para continuar a lutar contra a propagação do vírus.

Uma enfermeira britânica que também contraiu o vírus quando trabalhava como voluntária na Serra Leoa também está a ser tratada em Londres com um medicamento anti-viral experimental e plasma sanguíneo de um sobrevivente do vírus.

Mais de 20.000 pessoas foram infetadas com o vírus Ébola nos três países da África Ocidental mais afetados e 7.890 morreram, segundo o balanço mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado na quarta-feira

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