Apoio às células estaminais

Barack Obama levantou as restrições ao financiamento público da investigação sobre células estaminais, rompendo assim com uma das mais polémicas decisões da Administração Bush.

No momento em que assinou o decreto, o Presidente americano elogiou Christopher Reeve, o mais célebre Super-Homem do cinema, que lutou pela investigação. "Vamos apoiar cientistas que investiguem esta questão", disse o Presidente na Casa Branca sob o aplauso de activistas e congressistas.

"Nós começamos a corrida... até ao dia em que palavras como 'terminal' e 'incurável' sejam finalmente retiradas do nosso vocabulário", acrescentou.

As células estaminais embrionárias poderão vir a substituir células doentes do corpo humano e assim curar lesões na medula espinal e doenças como a diabetes e Parkinson.

O Presidente lembrou o caso de Cristopher Reeve, o intérprete de Super-Homem, que ficou paraplégico depois de cair de um cavalo. "Christopher uma vez disse a um repórter que o estava a entrevistar: 'Se cá tivesse vindo dez anos antes eu ia à porta recebê-lo'", contou o Presidente. "Ele não teve essa oportunidade. Mas se apoiarmos esta investigação talvez um dia outros a tenham."

Reafirmando o desejo de romper com o legado do seu antecessor, Obama prometeu não deixar mais que a "ideologia se meta no caminho da ciência". Mas não deixou de assegurar aos grupos religiosos e conser-vadores que o Governo vai criar regras estritas para a investi- gação: "Não vamos tolerar abusos. O Governo não vai abrir a porta à clonagem de seres humanos."

Os problemas éticos do uso de células embrionárias resumem-se às células retiradas de fetos, derivadas dos excedentes de embriões, utilizadas nas clínicas de fertilidade, que implicam a destruição do embrião.

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